domingo, 14 de dezembro de 2014

Modelos de Educação a Distância

Fundamentos do Ensino a Distância
Tony Bates pioneiro e impulsionador do Ensino a Distância

Segundo Bates (1999) é preciso compreender os pontos fortes e fracos das diferentes tecnologias e os requisitos necessários para que a sua aplicação seja eficaz, de modo a poder promover o acesso e satisfazer as necessidades dos estudantes de forma flexível e aberta.
Este aspeto é importante devido ao rápido desenvolvimento da tecnologia das comunicações. De facto, a tecnologia proporciona aos estudantes e aos governos a capacidade de transformar de forma radical todo o sistema educativo, e em nenhuma parte é tão certo este aspeto como no ensino aberto à distância. Também é importante uma compreensão do sistema e dos requisitos operacionais para que haja êxito na aplicação da tecnologia na educação e capacitação.
Bates (1999) apresenta algumas premissas sobre a tecnologia e a tomada de decisões, entre as quais destaca:
- As novas tecnologias como os computadores e as videoconferências, não são melhores ou piores para o ensino-aprendizagem do que as antigas tecnologias como seja os textos e a televisão. São só diferentes entre si, por isso necessitamos de compreender as diferenças e as circunstâncias apropriadas para a sua aplicação e como a vamos utilizar para ensinar e poder aprender eficazmente.
- A escolha da tecnologia deve ser feita segundo as necessidades dos estudantes e o contexto de trabalho e não pela novidade.
- As lições aprendidas no passado com tecnologias antigas são ainda importantes para as tecnologias mais novas.
- Cada vez que em educação surge uma nova tecnologia esta converte-se na última moda, de onde resulta que é a referida tecnologia que vai revolucionar o ensino. Muitas vezes, as pessoas desconhecem o que aprenderam em contextos anteriores e ignoram, por exemplo a necessidade de reorganizar e reestruturar o ensino, de modo a poder explorar ao máximo a nova tecnologia.
- Existe uma relação direta entre a aplicação da tecnologia e as diferentes ideologias de ensino-aprendizagem. A eficácia de uma tecnologia não pode ser decidida sem haver primeiro os conhecimentos básicos relativamente aos conceitos de ensino e aprendizagem.
- Pode-se ainda dizer que é fácil ficar seduzido pela atração que tem a tecnologia mais recente, porém é de notar que as tecnologias não se difundem de forma equitativa e todas ao mesmo tempo. Inclusive em países industriais mais avançados haverá alguns grupos que enfocam a educação a distância (EaD) e têm acesso só à imprensa, à televisão e talvez ao telefone. Por outro lado, em certos países em desenvolvimento muitas das novas tecnologias ultrapassam os aspetos referidos anteriormente. Por esta razão, Bates dá a mesma atenção a cada tecnologia para a EaD, sem valorizar tanto a data da sua criação.
A EaD é uma das poucas áreas da educação onde a tecnologia tem sido fundamental para o trabalho do docente. Uma das caraterísticas das instituições de EaD é que estão focadas especificamente e estruturadas, de modo a explorar o custo e os benefícios educativos da tecnologia.
A EaD e o ensino aberto são uma prova que permite compreender o potencial e as limitações da variedade de tecnologia na educação.
É ainda de referir que a EaD encontra-se no limite ao aplicar a tecnologia à educação. Assim, os avanços tecnológicos estão a tornar cada vez mais insignificante a diferença entre a educação convencional e a EaD. A tecnologia terá repercussões em todas as instituições educativas e mudará a sua natureza.
História ou início da EaD
A epístola de São Paulo aos Coríntios poderá ser considerada a primeira forma de EaD. No entanto, esta no sentido moderno começou no século XIX com o estabelecimento de alguns colégios comerciais por correspondência, o qual foi possível através do desenvolvimento de um serviço postal, rápido e seguro.
Durante muitos anos as pessoas que viviam no estrangeiro puderam apresentar os eus exames na Universidade de Londres, porque estudavam por correspondência.
Muito antes da Segunda Guerra Mundial, os campos universitários da América do Norte ofereciam serviços externos a adultos que viviam e trabalhavam longe da Universidade.
Geralmente e apesar do sucesso de alguns estudantes, a educação por correspondência não tinha boa fama, visto caraterizar-se por possuir elevadas taxas de abandono e baixas taxas de aprovações.
Em 1969 a criação da British Open University, marcou de duas maneiras uma separação no desenvolvimento da EaD. Não só foi a primeira instituição estruturada única e especificamente para a EaD por graus, mas também foi estruturada como uma instituição de ensino que utiliza diversos meios, combinando de modo integrado os textos impressos, a transmissão e o ensino ao vivo. O seu orçamento anual de negócio é de quase 100 milhões de libras esterlinas (150 milhões de dólares) e forma 9% dos estudantes não graduados na Grã-Bretanha por ano a um custo que representa 5% do orçamento de operacionalização para as universidades. Este aspeto reflete o potencial de uma elevada inversão relativamente ao aumento de produção no ensino com apoios tecnológicos.
A difusão da educação superior para adultos, a distância e através do uso da tecnologia, por parte da Open University, produziu uma organização bastante diferente das universidades convencionais. Portanto, é um excelente exemplo das mudanças estruturais de organização necessárias para a aplicação sistemática a grande escala da tecnologia em educação.
Diferença entre Ensino Aberto e EaD
Embora os termos se empreguem para designar um mesmo aspeto, apresentam algumas diferenças:
O ensino aberto é principalmente uma meta ou uma política educativa: consiste em ensinar de um modo flexível, sem limitações geográficas, sociais e de tempo, ao contrário do que se verifica numa instituição educativa.
A EaD é um meio que tem esse objetivo: é uma forma mediante a qual os estudantes podem estudar de maneira flexível, longe do autor do material pedagógico; de acordo com a sua disponibilidade de tempo, num lugar de sua preferência e sem contato com o professor.
O ensino aberto pode incluir a educação a distância ou depender de outras formas flexíveis de ensino, inclusive uma combinação de estudo independente e de ensino ao vivo. Também pode incluir outros conceitos, como acesso aberto sem pré-requisitos.
Tanto a EaD como a aberta nunca se encontram nas suas formas puras. Nenhum sistema de ensino é totalmente aberto e poucos estudantes estudam sempre sozinhos. Por conseguinte, há graus de abertura e de distância. É mais provável que a distância seja psicológica ou social em vez de ser geográfica na maioria dos casos.
Embora o ensino aberto e a EaD possam significar diferentes coisas, o único aspeto que têm em comum consiste na tentativa de proporcionar meios alternativos, permitindo uma alta qualidade na educação e formação para as pessoas que não podem ou não querem assistir a instituições convencionais.
 Referência bibliográfica
Bates, A. W. (1999). La tecnologia en la enseñanza abierta y la educación a distancia. México: Trillas. Recuperado em 8/12/2014 de http://www.facmed.unam.mx/emc/computo/infoedu/modulos/modulo2/material2a.pdf

Segue apresentação do trabalho realizado em grupo sobre Tony Bates 




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