terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Educação e Sociedade em Rede

A VIRTUALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS

Introdução
Para falarmos de autenticidade e transparência na rede é necessário ter presente que a Internet é o resultado de transformações económicas, tecnológicas, sociais e culturais que fazem parte da denominada globalização. É ainda de relevar que a Internet e nomeadamente as redes e atividades sociais criam novas visões do mundo.
Nicolaci-da-Costa (2002) afirma que as múltiplas transformações introduzidas pelas tecnologias digitais podem causar mudanças subjetivas comparáveis às causadas pela Revolução Industrial ao longo dos séculos XIX e XX.
Para se abordar as questões da autenticidade e transparência na rede é importante tratar, antes de tudo, de assuntos relacionados com os valores, as culturas locais e sociais em rede, assim como a Internet como via de socialização.

Valores culturais e sociais que caracterizam o mundo virtual em rede
No que respeita aos valores culturais e sociais que caraterizam o mundo virtual em rede é de notar que o poder que os meios de comunicação (que passarei a denominar por média) possuem, fazem surgir questões importantes tais como a diminuição da influência do Estado, o enfraquecimento da sociedade civil, dos vínculos comunitários e a necessidade do setor ser devidamente regulamentado através dos órgãos governamentais e/ou pela sociedade civil (Moraes, 2003).
É de relevar que a regulamentação da Internet depende das entidades internacionais e torna-se limitada devido às caraterísticas tecnológicas desse meio que é de difícil controlo.
Para além destes factos existem muitos outros que são de difícil controlo como sejam as invasões feitas pelos hackers, a publicação de pornografia infantil e mensagens de organizações criminosas em rede.
No entanto, nos média convencionais a regulamentação é dirigida às empresas titulares dos meios e a comunicação na Internet pode dar-se diretamente entre os usuários. Este aspeto permite a organização de movimentos sociais como o ativismo ecológico, os movimentos antiglobalização e os que defendem as minorias culturais e sociais (Castells, 2003a).

A Internet e a sua influência nos valores e na cultura local e global
No que se refere à cultura, é importante mencionar a influência que tem a Internet nas culturas locais e na sua relação com a cultura global. Visto que influencia a transmissão de valores e modifica as relações entre as culturas locais e a cultura global. Pode-se dizer que o efeito mais aparente da Internet em relação às culturas locais consiste em favorecer o avanço sem fronteiras da indústria cultural, unificando valores, crenças, estilos de vida e determinando padrões de consumo, com o consequente enfraquecimento de identidades culturais e de laços comunitários tradicionais.
É ainda de relevar que parte da identidade dos adolescentes é enraizada na cultura local e parte influenciada pela cultura global (Arnett, 2002). Por cultura global entende-se a que é liderada pelos países ocidentais e Estados Unidos, que incutem valores norteados pelo individualismo, materialismo, hedonismo e consumismo. Também fazem parte dessa cultura global a democracia, direitos humanos, igualdade racial e de género, liberdades individuais, como liberdade de orientação sexual, liberdade religiosa, liberdade de escolher parceiros amorosos e carreiras profissionais (Morin, 2002). Tais valores, longe de serem universais, são centrados na liderança de países  industrializados do Ocidente e, muitas vezes, entram em conflito com as culturas locais (Arnett, 2002). Estudos de diferentes partes do mundo, como África, Ásia, América Latina e Oriente Médio, analisados por Arnett (2002), indicam que, por vezes, os jovens adotam, parcialmente, uma identidade ligada a essa cultura global, desenvolvendo um sentido de pertença a essa cultura, a qual não se encontra necessariamente em conflito com a sua cultura original, mas pode ser complementar e integrada nas culturas locais. Até recentemente, a televisão exerceu o papel mais importante no desenvolvimento dessas identidades culturais globais, mas Arnett (2002) afirma que, provavelmente, a Internet está a tornar-se mais importante do que a televisão, sobretudo para os mais jovens porque permite a comunicação direta com pessoas de qualquer parte do planeta através de email e chat fornecendo acesso direto a informações de todo o mundo.
Para além destes aspetos, existe contemporaneamente uma questão que é necessário ter em consideração, porque pode ser desestabilizadora, especialmente para os jovens. Entre os jovens de culturas não ocidentais está crescendo uma confusão de identidades devido à globalização, o que faz com que se deparem num vazio, sem conseguirem encontrar a sua própria identidade. Este aspeto conduz, por vezes, a um desequilíbrio emocional que os leva a uma desintegração na sociedade em que vivem e a ter comportamentos fora do comum que vão contra qualquer tipo de valores.

A Internet como via de socialização
É de referir ainda que a Internet e o computador são mais do que meios de comunicação e instrumentos de trabalho, são também meios de interação e organização essenciais para a sociedade contemporânea em rede. Computadores com acesso a Internet existem por toda a parte, mas sobretudo em países onde a sociedade tem poderes económicos suficientes para a sua aquisição e ainda onde as infraestruturas do país permitem a comunicação através da Internet.
A difusão das informações na rede e o impacto sobre o trabalho, as organizações e a economia em geral fazem com que a influência da Internet abranja, praticamente, toda a sociedade (Castells, 2000, 2003a e 2003b). Além disso, o acesso à Internet também é possível a partir de escolas públicas e de empresas que estimulam funcionários de diferentes níveis a usar a Internet como ferramenta de trabalho e aprendizagem online.
A comunicação de massa pode ser abordada segundo diversos pontos de vista, mas Silverstone (2002) refere que deve ser avaliada segundo os seus efeitos, visto que é onde os média operam de modo mais importante.
O que quer dizer que a análise não se deve limitar à maneira como os eventos jornalísticos (guerras, catástrofes, crises políticas e econômicas) são apresentados, mas, sim, com o modo subtil, nem sempre evidente, de como os média estabelecem referências e influenciam comportamentos e atitudes nas pessoas, sem que estas se deem conta. O ponto de partida da análise de Silverstone (2002) consta de que os média são omnipresentes e diários na sociedade atual. O que faz com que a humanidade de modo geral dependa dos média não apenas para lazer, entretenimento e informações mas também para adquirir uma sensação de conforto e segurança capazes de criar um sentido na própria existência humana.
O papel dos média analisado por Silverstone (2002), usa a Internet para trocar emails, colocar opiniões em grupos de discussão na web e conversar em salas de chat produzindo uma sensação de proximidade. Neste sentido, a interatividade e os diálogos online, acentuam ainda mais a sensação de familiaridade, mesmo que o contato direto esteja ausente. Assim, a ausência de contato físico, não implica uma ausência de contato emocional e cognitivo, embora sejam mediados pelo computador.
Segundo Levy (2003), que é um dos mais influentes pesquisadores sobre o impacto da Internet na sociedade, os relacionamentos sociais através da Internet são temas importantes, visto que a aparecimento das comunidades virtuais constitui um dos maiores acontecimentos sociológicos.
Por fim, destaca-se que a Internet é um meio de comunicação de massa interativa diferente dos média convencionais, mas com alcance e penetração semelhante e potencialmente mais abrangente entre os jovens, envolvendo direta ou indiretamente atividades e organizações em todos os níveis da sociedade.
Em seguida procurar-se-á responder algumas questões expostas para esta atividade.

Nesta comédia de enganos, quem é afinal quem?
Nesta comédia não existem protagonistas verdadeiros. Pode ser qualquer pessoa que se disponha a usar uma música e fazer de intérprete da mesma sem ser o próprio autor. Este aspeto vai contra a autenticidade, a transparência e a verdade, porque não são pessoas contratadas pelos autores para realizarem o papel que lhes foi confiado.

Quem são estes rapazes? Será que importa sabê-lo?
Não é importante saber quem são os rapazes. O importante é ter consciência de que estes rapazes usam a Internet para divulgarem o que lhes convém no momento e que pode ser para o bem ou para o mal.

Não são eles precisamente para a rede apenas os «chinese boys» que a rede produziu?
Sim, podem ser produzidos unicamente para proveito de uma empresa multinacional que pretende divulgar o seu produto que por vezes se encontra sublimarmente escondido no vídeo, sob aspetos que não se evidenciam à primeira vista. Mas que no final da sua observação a pessoa que o observou fica a pensar no que viu e do que se recorda, por vezes, é o que não viu na realidade, mas que se encontrava oculto nas atitudes dos protagonistas, na música e no contexto em que se passou o episódio.
Estas questões relacionam-se com a autenticidade e a veracidade da rede. Deste modo, tratar-se-á em seguida destes dois aspetos.

Autenticidade e Transparência em Rede

Qual é, então, a sua verdade?
No que respeita à verdade, talvez possa dizer que neste âmbito da virtualização das relações sociais, ao contrário do que se passa na vida real, podem existir diversos tipos de verdade. Um dos quais encontra-se no vídeo apresentado para a atividade, no papel que os jovens personificaram e que não tem nada a ver com a verdade, visto que a música não era deles e os mesmos não tinham sido contratados pelos autores para os personificarem.

Outro aspeto, pode estar relacionado com o papel que têm de passar certas pessoas, como por exemplo as que fazem investigação jornalística, a fim de conseguirem alcançar os seus objetivos como seja: investigar tráfico de pessoas, pornografia, comércio de órgãos, raptos, venda de crianças, máfia, redes neonazis, entre outros.



Para exemplificar estes aspetos reporto algumas investigações realizadas por um jornalista que se infiltrou em diversos ambientes para conseguir as investigações a que se tinha proposto. O aumento de tráfico de mulheres.
O jornalista infiltrou-se como traficante de mulheres, constatando realidades chocantes.





A transformação em figuras neonazi como aconteceu camuflando-se como um “skinhead”






Infiltrou-se em grupos neonazis e em máfias para outros projetos. Armado com uma câmara oculta e sob a identidade de Muhammad Abdallah, um muçulmano nascido na Venezuela e com raízes palestinianas, o autor viveu de perto os atentados suicidas de Amã e de Casablanca, os assassínios seletivos da MOSSAD, os laços que irmanam jihad e suástica, a captação de integristas islâmicos nas mesquitas europeias, a luta nos bairros mais perigosos da Venezuela ou o treino terrorista nos campos das FARC. http://www.wook.pt/ficha/o-palestiniano/a/id/10287094




Quem são e como são verdadeiramente esses outros que encontramos na rede?
Uma coisa que tenho muita atenção é, por exemplo, quando me pedem amizade. Se não conheço a pessoa, primeiro vou ver se é amiga de alguns dos meus amigos e depois procuro conhecer o seu perfil. Se achar que é conveniente, aceito, caso contrário não respondo. Já houve vezes que tive de eliminar pessoas do facebook, pois aparentavam uma coisa e depois publicavam coisas que eu não gostava e iam contra os meus princípios.

Que são eles por detrás das máscaras que constroem na rede?Posso dar um exemplo concreto que se passou comigo, no que respeita a quem se disfarça detrás das máscaras e pode conduzir a cibercrimes. No meu caso, não sei como é que alguém conseguiu entrar no meu email e escrever a todos os meus endereços dizendo que me encontrava sequestrada num Hotel em Inglaterra e precisava de uma ajuda económica para o meu resgate. Muitos dos meus amigos telefonarem-me para saber se era verdade, outros responderam fazendo perguntas às quais não obtiveram qualquer resposta e houve um que não me falou e enviou dinheiro.... Posso dizer que este é um exemplo de cibercrime. Depois deste acontecimento tive que mudar de email e de vez em quando mudo a password, como prevenção.

Que somos nós de nós próprios na rede? 
Somos ou poderemos ser transparentes?
Eu procuro ser eu mesma na rede e o mais transparente possível, mas quando quero fazer uma pergunta que possa evidenciar algum aspeto que uma pessoa não goste, escrevo-lhe uma mensagem privada.
Quando escrevo nas redes sociais, procuro antes de tudo colocar-me no lugar da outra pessoa a quem escrevo e se corresponde com o que ela desejaria publico, caso contrário não o faço publicamente.

São as imagens que de nós partilhamos autênticas?
Quanto às imagens que publico na Internet são autênticas, porém não publico nada que esteja relacionado com a minha vida privada, a fim de não dar a possibilidade a quem estiver interessado em conhecer particulares da minha vida o possa fazer. Estas situações podem colocar em risco não só a minha pessoa como a família e pessoas amigas. Por estes motivos não tenho nas redes sociais uma fotografia pessoal.
Sei que na medida em que se coloca na Internet uma fotografia, esta pode ser usada de variadíssimas maneiras, quer para o bem quer para o mal... Por isso não tenho a minha fotografia nem no facebook nem em qualquer outra rede, a não ser entre nós, nos cursos que frequento. Não posso dizer que seja para me ocultar, mas sim para me proteger...

A importância da prudência no que se publica  Internet
Um aspeto importante está relacionado com o que os pais não devem publicar na Internet sobre os seus filhos:

Foto com registro de localização
Criança a tomar banho



Pistas da casa da criança
Criança perto de objetos de valor


Fotos publicadas em álbum aberto para todos 

Criança com uniforme da escola












Criança em alta qualidade
Crianças com os amigos


Fotos que vão fazer sentir vergonha no futuro
Fotos engraçadinhas

Fonte: texto do site justrelmoms.com.br de 14 de abril de 2014




Caraterísticas da autenticidade

Ainda no que respeita a autenticidade, gostaria de referir algumas das suas caraterística, entre as quais podem-se enumerar como sendo: uma resposta imediata, simples, direta, inteligente perante uma determinada situação; algo que surge espontaneamente desde o mais profundo do nosso ser, é completa e por isso não deixa nada suspenso; a simplicidade surge após se ter eliminado tudo o que é complexo, composto e adquirido; a expressão mais genuína da liberdade interior que se opõe a todo e qualquer condicionamento e por isso é a expressão do nosso ser mais profundo; proporciona a evidência, a certeza, a luz que permite ter claridade para ver e avaliar cada situação.
Por fim, pode-se dizer que todos estes aspetos da autenticidade nos conduzem à liberdade interior que se traduz na disponibilidade. A qual significa que a pessoa não se encontra fechada numa estrutura e que não se esforça para mudar de uma estrutura para outra. Assim a autenticidade consiste poder caminhar em qualquer direção. A autenticidade é ainda uma experiência constante de satisfação, de alegria, de felicidade, porque se vive num contexto profundo de plenitude.

Que dizem de nós? Tudo? Nada?
Não sei se o que dizem de mim é sentido ou não. Estou consciente que algumas pessoas de quem sou amiga e conheço o dizem sinceramente e quando não é possível dizê-lo em público, fazem-no através de uma mensagem.

Como poderemos assegurar a autenticidade da informação?
Pela sua transparência?
Quanto à transparência, parece-me que devemos ser transparentes, mas sempre dentro de determinados limites no âmbito da Internet, porque nunca sabemos quem está do outro lado e quais as suas intenções. Considero que estes limites não se podem chamar falta de transparência, mas sim prudência, sobretudo no mundo global em que as tecnologias estão altamente desenvolvidas quer para o bem quer para o mal e infelizmente existem pessoas que se aproveitam da boa fé de quem não está atento para prejudicar e por vezes cometer crimes, como seja sequestro, pedofilia, buylling, roubo, tráfico de pessoas, etc. São estes e outros riscos que surgem todos os dias na Internet, motivo pelo qual se deve estar muito atento a determinadas publicações pessoais e da vida privada de família.

Como se poderá garantir a qualidade da informação e 
idoneidade da utilização dessa informação
A questão da verdade é muito importante no que respeita à informação online, sobretudo quando se trata de um jornalista cujo seu trabalho consiste em fazer jornalismo de investigação. Pode ter que se identificar com a máfia, o terrorismo ou os traficantes de pessoas para poder investigar e conhecer por dentro o que vivem não só os atores propriamente ditos, mas também as pessoas que sofrem com estes modos de vida.
Neste caso não diria que se trata de mentira, mas sim de algo que não lhe permite dizer a verdade, pois caso o descobrissem era imediatamente eliminado pelos próprios do grupo em que se tinha infiltrado, tal como foi referido por um jornalista numa sua entrevista concedida no âmbito de uma Conferência sobre “Antonio Salas y los periodistas infiltrados” realizada na Universidade de Trá-os-Montes e Alto Douro - UTAD (Portugal) que pode ser ouvida através do seguinte link: http://www.antoniosalas.org/actualidad-antonio-salas/videos/conferencia-sobre-antonio-salas-y-los-periodistas-infiltrados-en-la-
Este tipo de informação é muito arriscado quer seja para o próprio jornalista quer para a sua família, pois está sempre em risco e requere muita atenção em não ter o menor deslize, o qual pode ser fatal. Um outro aspeto tem que ver com o fruto desta sua experiência, pois ao publicar os livros sobre os assuntos investigados o jornalista em questão teve a oportunidade de constatar que alguns jovens tiveram a coragem de repensar as suas vidas e mudar de rumo, como por exemplo um que estava inserido no terrorismo deixou o mesmo e outras situações semelhantes.
António Salas referia ainda que no caso da investigação ser feita por autoridades policiais estes são acompanhados pscicologicamente por técnicos especializados, pois a certo momento torna-se difícil distinguir o que é a vida real e a investigação. Enquanto que no caso de um jornalista este acompanhamento não existe e é o próprio que tem de fazer tudo sozinho, vivendo 24h sob 24h num ambiente muito diferente da sua vida e por isso tem de o estudar muito bem, a fim de não ser percebido como um “infiltrado”.
Como conclusão posso dizer que este aspeto de ocultar a verdade é necessário para o bem daqueles que querem sair dos meios onde existe tudo quanto é contra valores e não têm coragem para o fazer. Contudo, vendo a experiência de outra pessoa arranjam forças e coragem para mudar de vida, motivo pelo qual levam estes jornalistas a arriscar a vida e a viver em função do outro.

Conclusão
É impossível não associar o progresso tecnológico e o impacto que ele causa na vida social. A cada novo produto lançado ou as continuas invenções de novos sistemas, produzem um efeito direto no dia a dia, já que o intuito desses inúmeros dispositivos é tornar a comunicação mais acessível, adquirindo um status de inclusão.
O impacto que a Internet tem causado instiga inúmeros debates sobre os seus reflexos na construção de novas identidades e conceitos, o que gera todo o tipo de questionamentos. Essa ligação entre sociedade e tecnologia sempre causou controvérsias.
Cabe ao Estado o papel de mediador a fazer com que se observem os preceitos legais sobre o uso desses mecanismos ou de qualquer outro que interfira nas relações humanas.
Essa função é intransferível e de fundamental importância para uma visão adequada sobre os avanços mediáticos.
O que deve ser guardado para o entendimento da relação entre tecnologia e a sociedade é que o papel do Estado, seja interrompendo, seja promovendo, seja liderando a inovação tecnológica, é um fator decisivo no processo geral, à medida que expressa e organiza as forças sociais dominantes num espaço e numa época determinado (Castells, 1999, p.76).
A análise da grande rede de computadores parte de um ponto de vista sociológico e cultural. Vive-se em uma profunda renovação comunicativa, que perpassa o ambiente tecnológico e chega a afetar toda uma lógica local. Sem dúvidas as profundas mudanças que ocorrem geram uma busca ainda maior pela interatividade e a fácil acessibilidade.


Referências bibliográficas
Arnett, J. J. (2002). The Psychology of Globalization. American Psychologist, v. 58, n.1, Oct.  pp. 774-783.       
Castells, M. (1999). A sociedade em rede. 6.ed. São Paulo: Paz e Terra.
_________ (2000). O Poder da Identidade. São Paulo: Paz e Terra.
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Levy, P. (2003). Pela Ciberdemocracia. In Moraes, D.(org.) Por uma Outra Comunicação: Mídia, Mundialização Cultural e Poder. Rio de Janeiro: Record, pp. 367-384.         
Moraes, D. (org.) (2003). Por uma Outra Comunicação: Mídia, Mundialização Cultural e Poder. Rio de Janeiro: Record.        
Morin, E. (2002). Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. São Paulo: Cortez; Brasília: Unesco.         
Nicolaci-da-Costa, A. M. (2002). Revoluções Tecnológicas e Transformações Subjetivas. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v.18 n.2, pp.193-202.
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Silverstone, R. (2002). Por que Estudar a Mídia? São Paulo: Loyola.         
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justrelmoms.com.br








4 comentários:

  1. Postagem lúcida e muito útil para nossas reflexões sobre a virtualização das relações sociais, Emanuel!
    Obrigada por compartilhar conosco!

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    1. Olá Andréa.
      Muito obrigada pela sua opinião. É tudo muito bem vindo, para melhorar.
      Um bom fim de semana.
      Abraço
      Emanuel

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  2. Olá, Emanuel. Ótimas reflexões.
    vou recomendar seu blog.
    Obrigada pela partilha dos materiais.

    Abraços.
    Aparecida Torres

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    1. Olá Aparecida
      Obrigada pelo seu comentário.
      tentei fazer o melhor possível, mas às vezes é difícil de perceber se está como gostaríamos.
      Bom fim de semana e até breve!
      Um abraço
      Emanuel

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