A VIRTUALIZAÇÃO DAS
RELAÇÕES SOCIAIS
Introdução
Para falarmos de autenticidade e
transparência na rede é necessário ter presente que a Internet é o resultado de
transformações económicas, tecnológicas, sociais e culturais que fazem parte da
denominada globalização. É ainda de relevar que a Internet e nomeadamente as
redes e atividades sociais criam novas visões do mundo.
Nicolaci-da-Costa (2002) afirma que
as múltiplas transformações introduzidas pelas tecnologias digitais podem
causar mudanças subjetivas comparáveis às causadas pela Revolução Industrial ao
longo dos séculos XIX e XX.
Para se abordar as questões da
autenticidade e transparência na rede é importante tratar, antes de tudo, de
assuntos relacionados com os valores, as culturas locais e sociais em rede,
assim como a Internet como via de socialização.
Valores
culturais e sociais que caracterizam o mundo virtual em rede
No que respeita aos valores culturais
e sociais que caraterizam o mundo virtual em rede é de notar que o poder que os
meios de comunicação (que passarei a denominar por média) possuem, fazem surgir
questões importantes tais como a diminuição da influência do Estado, o
enfraquecimento da sociedade civil, dos vínculos comunitários e a necessidade
do setor ser devidamente regulamentado através dos órgãos governamentais e/ou
pela sociedade civil (Moraes, 2003).
É de relevar que a regulamentação da
Internet depende das entidades internacionais e torna-se limitada devido às
caraterísticas tecnológicas desse meio que é de difícil controlo.
Para além
destes factos existem muitos outros que são de difícil controlo como sejam as
invasões feitas pelos hackers, a publicação de pornografia infantil e mensagens
de organizações criminosas em rede.
No entanto,
nos média convencionais a regulamentação é dirigida às empresas titulares dos
meios e a comunicação na Internet pode dar-se diretamente entre os usuários.
Este aspeto permite a organização de movimentos sociais como o ativismo
ecológico, os movimentos antiglobalização e os que defendem as minorias
culturais e sociais (Castells, 2003a).
A Internet e a sua influência nos
valores e na cultura local e global
No que se refere à cultura, é importante
mencionar a influência que tem a Internet nas culturas locais e na sua relação
com a cultura global. Visto que influencia a transmissão de valores e modifica
as relações entre as culturas locais e a cultura global. Pode-se dizer que o
efeito mais aparente da Internet em relação às culturas locais consiste em
favorecer o avanço sem fronteiras da indústria cultural, unificando valores,
crenças, estilos de vida e determinando padrões de consumo, com o consequente
enfraquecimento de identidades culturais e de laços comunitários tradicionais.
É ainda de relevar que parte da
identidade dos adolescentes é enraizada na cultura local e parte influenciada
pela cultura global (Arnett, 2002). Por cultura global entende-se a que é
liderada pelos países ocidentais e Estados Unidos, que incutem valores
norteados pelo individualismo, materialismo, hedonismo e consumismo. Também
fazem parte dessa cultura global a democracia, direitos humanos, igualdade
racial e de género, liberdades individuais, como liberdade de orientação sexual,
liberdade religiosa, liberdade de escolher parceiros amorosos e carreiras
profissionais (Morin, 2002). Tais valores, longe de serem universais, são
centrados na liderança de países
industrializados do Ocidente e, muitas vezes, entram em conflito com as
culturas locais (Arnett, 2002). Estudos de diferentes partes do mundo, como
África, Ásia, América Latina e Oriente Médio, analisados por Arnett (2002),
indicam que, por vezes, os jovens adotam, parcialmente, uma identidade ligada a
essa cultura global, desenvolvendo um sentido de pertença a essa cultura, a
qual não se encontra necessariamente em conflito com a sua cultura original,
mas pode ser complementar e integrada nas culturas locais. Até recentemente, a
televisão exerceu o papel mais importante no desenvolvimento dessas identidades
culturais globais, mas Arnett (2002) afirma que, provavelmente, a Internet está
a tornar-se mais importante do que a televisão, sobretudo para os mais jovens
porque permite a comunicação direta com pessoas de qualquer parte do planeta
através de email e chat fornecendo acesso direto a informações de todo o mundo.
Para além destes aspetos, existe
contemporaneamente uma questão que é necessário ter em consideração, porque
pode ser desestabilizadora, especialmente para os jovens. Entre os jovens de
culturas não ocidentais está crescendo uma confusão de identidades devido à
globalização, o que faz com que se deparem num vazio, sem conseguirem encontrar
a sua própria identidade. Este aspeto conduz, por vezes, a um desequilíbrio
emocional que os leva a uma desintegração na sociedade em que vivem e a ter
comportamentos fora do comum que vão contra qualquer tipo de valores.
A Internet
como via de socialização
É de referir ainda que a Internet e
o computador são mais do que meios de comunicação e instrumentos de trabalho,
são também meios de interação e organização essenciais para a sociedade
contemporânea em rede. Computadores com acesso a Internet existem por toda a
parte, mas sobretudo em países onde a sociedade tem poderes económicos
suficientes para a sua aquisição e ainda onde as infraestruturas do país
permitem a comunicação através da Internet.
A difusão das informações na rede e
o impacto sobre o trabalho, as organizações e a economia em geral fazem com que
a influência da Internet abranja, praticamente, toda a sociedade (Castells,
2000, 2003a e 2003b). Além disso, o acesso à Internet também é possível a
partir de escolas públicas e de empresas que estimulam funcionários de
diferentes níveis a usar a Internet como ferramenta de trabalho e aprendizagem
online.
A comunicação de massa pode ser
abordada segundo diversos pontos de vista, mas Silverstone (2002) refere que
deve ser avaliada segundo os seus efeitos, visto que é onde os média operam de
modo mais importante.
O que quer dizer que a análise não
se deve limitar à maneira como os eventos jornalísticos (guerras, catástrofes,
crises políticas e econômicas) são apresentados, mas, sim, com o modo subtil,
nem sempre evidente, de como os média estabelecem referências e influenciam
comportamentos e atitudes nas pessoas, sem que estas se deem conta. O ponto de
partida da análise de Silverstone (2002) consta de que os média são
omnipresentes e diários na sociedade atual. O que faz com que a humanidade de
modo geral dependa dos média não apenas para lazer, entretenimento e
informações mas também para adquirir uma sensação de conforto e segurança
capazes de criar um sentido na própria existência humana.
O papel dos média analisado por
Silverstone (2002), usa a Internet para trocar emails, colocar opiniões em
grupos de discussão na web e conversar em salas de chat produzindo uma sensação
de proximidade. Neste sentido, a interatividade e os diálogos online, acentuam
ainda mais a sensação de familiaridade, mesmo que o contato direto esteja
ausente. Assim, a ausência de contato físico, não implica uma ausência de
contato emocional e cognitivo, embora sejam mediados pelo computador.
Segundo Levy (2003), que é um dos
mais influentes pesquisadores sobre o impacto da Internet na sociedade, os
relacionamentos sociais através da Internet são temas importantes, visto que a
aparecimento das comunidades virtuais constitui um dos maiores acontecimentos
sociológicos.
Por fim, destaca-se que a Internet é
um meio de comunicação de massa interativa diferente dos média convencionais,
mas com alcance e penetração semelhante e potencialmente mais abrangente entre
os jovens, envolvendo direta ou indiretamente atividades e organizações em
todos os níveis da sociedade.
Em seguida procurar-se-á responder
algumas questões expostas para esta atividade.
Nesta
comédia de enganos, quem é afinal quem?
Nesta comédia não existem
protagonistas verdadeiros. Pode ser qualquer pessoa que se disponha a usar uma
música e fazer de intérprete da mesma sem ser o próprio autor. Este aspeto vai
contra a autenticidade, a transparência e a verdade, porque não são pessoas
contratadas pelos autores para realizarem o papel que lhes foi confiado.
Quem são
estes rapazes? Será que importa sabê-lo?
Não é importante saber quem são os
rapazes. O importante é ter consciência de que estes rapazes usam a Internet
para divulgarem o que lhes convém no momento e que pode ser para o bem ou para
o mal.
Não são eles
precisamente para a rede apenas os «chinese boys» que a rede produziu?
Sim, podem ser produzidos unicamente
para proveito de uma empresa multinacional que pretende divulgar o seu produto
que por vezes se encontra sublimarmente escondido no vídeo, sob aspetos que não
se evidenciam à primeira vista. Mas que no final da sua observação a pessoa que
o observou fica a pensar no que viu e do que se recorda, por vezes, é o que não
viu na realidade, mas que se encontrava oculto nas atitudes dos protagonistas,
na música e no contexto em que se passou o episódio.
Estas questões relacionam-se com a
autenticidade e a veracidade da rede. Deste modo, tratar-se-á em seguida destes
dois aspetos.
Autenticidade e Transparência em Rede
Qual é,
então, a sua verdade?
No que respeita à verdade, talvez
possa dizer que neste âmbito da virtualização das relações sociais, ao
contrário do que se passa na vida real, podem existir diversos tipos de
verdade. Um dos quais encontra-se no vídeo apresentado para a atividade, no
papel que os jovens personificaram e que não tem nada a ver com a verdade,
visto que a música não era deles e os mesmos não tinham sido contratados pelos
autores para os personificarem.
Outro aspeto, pode estar relacionado
com o papel que têm de passar certas pessoas, como por exemplo as que fazem
investigação jornalística, a fim de conseguirem alcançar os seus objetivos como
seja: investigar tráfico de pessoas, pornografia, comércio de órgãos, raptos,
venda de crianças, máfia, redes neonazis, entre outros.
Para exemplificar estes aspetos reporto
algumas investigações realizadas por um jornalista que se infiltrou em diversos
ambientes
para conseguir as investigações a que se tinha proposto. O aumento de tráfico
de mulheres.
Infiltrou-se em grupos neonazis e em máfias para outros projetos. Armado com uma câmara oculta e sob a identidade de Muhammad Abdallah, um muçulmano nascido na Venezuela e com raízes palestinianas, o autor viveu de perto os atentados suicidas de Amã e de Casablanca, os assassínios seletivos da MOSSAD, os laços que irmanam jihad e suástica, a captação de integristas islâmicos nas mesquitas europeias, a luta nos bairros mais perigosos da Venezuela ou o treino terrorista nos campos das FARC. http://www.wook.pt/ficha/o-palestiniano/a/id/10287094
Quem são e como são verdadeiramente esses outros que encontramos na rede?
Para exemplificar estes aspetos reporto
algumas investigações realizadas por um jornalista que se infiltrou em diversos
ambientes
para conseguir as investigações a que se tinha proposto. O aumento de tráfico
de mulheres.
O jornalista infiltrou-se como
traficante de mulheres, constatando realidades chocantes.
A
transformação em figuras neonazi como aconteceu camuflando-se como um
“skinhead”
Infiltrou-se em grupos neonazis e em máfias para outros projetos. Armado com uma câmara oculta e sob a identidade de Muhammad Abdallah, um muçulmano nascido na Venezuela e com raízes palestinianas, o autor viveu de perto os atentados suicidas de Amã e de Casablanca, os assassínios seletivos da MOSSAD, os laços que irmanam jihad e suástica, a captação de integristas islâmicos nas mesquitas europeias, a luta nos bairros mais perigosos da Venezuela ou o treino terrorista nos campos das FARC. http://www.wook.pt/ficha/o-palestiniano/a/id/10287094
Quem são e como são verdadeiramente esses outros que encontramos na rede?
Uma coisa que tenho muita
atenção é, por exemplo, quando me pedem amizade. Se não conheço a pessoa,
primeiro vou ver se é amiga de alguns dos meus amigos e depois procuro conhecer
o seu perfil. Se achar que é conveniente, aceito, caso contrário não respondo.
Já houve vezes que tive de eliminar pessoas do facebook, pois aparentavam uma
coisa e depois publicavam coisas que eu não gostava e iam contra os meus
princípios.
Que são eles
por detrás das máscaras que constroem na rede?Posso dar um exemplo
concreto que se passou comigo, no que respeita a quem se disfarça detrás das máscaras
e pode conduzir a cibercrimes. No meu caso, não sei como é que alguém conseguiu
entrar no meu email e escrever a todos os meus endereços dizendo que me
encontrava sequestrada num Hotel em Inglaterra e precisava de uma ajuda
económica para o meu resgate. Muitos dos meus amigos telefonarem-me para saber
se era verdade, outros responderam fazendo perguntas às quais não obtiveram
qualquer resposta e houve um que não me falou e enviou dinheiro.... Posso dizer
que este é um exemplo de cibercrime. Depois deste acontecimento tive que mudar
de email e de vez em quando mudo a password, como prevenção.
Que somos
nós de nós próprios na rede?
Somos ou poderemos ser transparentes?
Eu procuro ser eu mesma na rede e o mais transparente possível, mas quando quero fazer uma pergunta que possa evidenciar algum aspeto que uma pessoa não goste, escrevo-lhe uma mensagem privada.
Eu procuro ser eu mesma na rede e o mais transparente possível, mas quando quero fazer uma pergunta que possa evidenciar algum aspeto que uma pessoa não goste, escrevo-lhe uma mensagem privada.
Quando escrevo nas redes sociais,
procuro antes de tudo colocar-me no lugar da outra pessoa a quem escrevo e se
corresponde com o que ela desejaria publico, caso contrário não o faço
publicamente.
São as
imagens que de nós partilhamos autênticas?
Quanto às imagens que publico na
Internet são autênticas, porém não publico nada que esteja relacionado com a
minha vida privada, a fim de não dar a possibilidade a quem estiver interessado
em conhecer particulares da minha vida o possa fazer. Estas situações podem colocar
em risco não só a minha pessoa como a família e pessoas amigas. Por estes
motivos não tenho nas redes sociais uma fotografia pessoal.
Sei que na medida em que
se coloca na Internet uma fotografia, esta pode ser usada de variadíssimas
maneiras, quer para o bem quer para o mal... Por isso não tenho a minha
fotografia nem no facebook nem em qualquer outra rede, a não ser entre nós, nos
cursos que frequento. Não posso dizer que seja para me ocultar, mas sim para me
proteger...
A
importância da prudência no que se publica Internet
Um aspeto importante está relacionado com o que os pais não devem publicar na Internet sobre os seus filhos:
Um aspeto importante está relacionado com o que os pais não devem publicar na Internet sobre os seus filhos:
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| Foto com registro de localização |
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| Criança a tomar banho |
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| Pistas da casa da criança |
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| Fotos publicadas em álbum aberto para todos |
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| Criança em alta qualidade |
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| Fotos que vão fazer sentir vergonha no futuro |
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| Fotos engraçadinhas Fonte: texto do site justrelmoms.com.br de 14 de abril de 2014
Caraterísticas
da autenticidade
Ainda no que respeita a
autenticidade, gostaria de referir algumas das suas caraterística, entre as
quais podem-se enumerar como sendo: uma resposta imediata, simples, direta, inteligente
perante uma determinada situação; algo que surge espontaneamente desde o mais
profundo do nosso ser, é completa e por isso não deixa nada suspenso; a
simplicidade surge após se ter eliminado tudo o que é complexo, composto e
adquirido; a expressão mais genuína da liberdade interior que se opõe a todo e
qualquer condicionamento e por isso é a expressão do nosso ser mais profundo;
proporciona a evidência, a certeza, a luz que permite ter claridade para ver e
avaliar cada situação.
Por fim, pode-se dizer
que todos estes aspetos da autenticidade nos conduzem à liberdade interior que
se traduz na disponibilidade. A qual significa que a pessoa não se encontra
fechada numa estrutura e que não se esforça para mudar de uma estrutura para
outra. Assim a autenticidade consiste poder caminhar em qualquer direção. A
autenticidade é ainda uma experiência constante de satisfação, de alegria, de
felicidade, porque se vive num contexto profundo de plenitude.
Que dizem de
nós? Tudo? Nada?
Não sei se o que dizem de mim é
sentido ou não. Estou consciente que algumas pessoas de quem sou amiga e
conheço o dizem sinceramente e quando não é possível dizê-lo em público,
fazem-no através de uma mensagem.
Como poderemos assegurar a autenticidade da
informação?
Pela sua transparência?
Quanto à transparência, parece-me
que devemos ser transparentes, mas sempre dentro de determinados limites no
âmbito da Internet, porque nunca sabemos quem está do outro lado e quais as
suas intenções. Considero que estes limites não se podem chamar falta de
transparência, mas sim prudência, sobretudo no mundo global em que as
tecnologias estão altamente desenvolvidas quer para o bem quer para o mal e
infelizmente existem pessoas que se aproveitam da boa fé de quem não está
atento para prejudicar e por vezes cometer crimes, como seja sequestro,
pedofilia, buylling, roubo, tráfico de pessoas, etc.
São estes e outros riscos que surgem todos os dias na Internet, motivo pelo
qual se deve estar muito atento a determinadas publicações pessoais e da vida
privada de família.
Como se poderá garantir a qualidade da informação e a
idoneidade da utilização dessa informação
A questão da verdade é
muito importante no que respeita à informação online, sobretudo quando se trata
de um jornalista cujo seu trabalho consiste em fazer jornalismo de
investigação. Pode ter que se identificar com a máfia, o terrorismo ou os
traficantes de pessoas para poder investigar e conhecer por dentro o que vivem
não só os atores propriamente ditos, mas também as pessoas que sofrem com estes
modos de vida.
Neste caso não diria que
se trata de mentira, mas sim de algo que não lhe permite dizer a verdade, pois
caso o descobrissem era imediatamente eliminado pelos próprios do grupo em que
se tinha infiltrado, tal como foi referido por um jornalista numa sua
entrevista concedida no âmbito de uma Conferência sobre “Antonio Salas y los
periodistas infiltrados” realizada na Universidade de Trá-os-Montes e Alto
Douro - UTAD (Portugal) que pode ser ouvida através do seguinte link: http://www.antoniosalas.org/actualidad-antonio-salas/videos/conferencia-sobre-antonio-salas-y-los-periodistas-infiltrados-en-la-
Este tipo de informação é
muito arriscado quer seja para o próprio jornalista quer para a sua família,
pois está sempre em risco e requere muita atenção em não ter o menor deslize, o
qual pode ser fatal. Um outro aspeto tem que ver com o fruto desta sua
experiência, pois ao publicar os livros sobre os assuntos investigados o
jornalista em questão teve a oportunidade de constatar que alguns jovens
tiveram a coragem de repensar as suas vidas e mudar de rumo, como por exemplo um
que estava inserido no terrorismo deixou o mesmo e outras situações
semelhantes.
António Salas referia
ainda que no caso da investigação ser feita por autoridades policiais estes são
acompanhados pscicologicamente por técnicos especializados, pois a certo
momento torna-se difícil distinguir o que é a vida real e a investigação.
Enquanto que no caso de um jornalista este acompanhamento não existe e é o
próprio que tem de fazer tudo sozinho, vivendo 24h sob 24h num ambiente muito
diferente da sua vida e por isso tem de o estudar muito bem, a fim de não ser
percebido como um “infiltrado”.
Como conclusão posso
dizer que este aspeto de ocultar a verdade é necessário para o bem daqueles que
querem sair dos meios onde existe tudo quanto é contra valores e não têm
coragem para o fazer. Contudo, vendo a experiência de outra pessoa arranjam
forças e coragem para mudar de vida, motivo pelo qual levam estes jornalistas a
arriscar a vida e a viver em função do outro.
Conclusão
É impossível não associar
o progresso tecnológico e o impacto que ele causa na vida social. A cada novo
produto lançado ou as continuas invenções de novos sistemas, produzem um efeito
direto no dia a dia, já que o intuito desses inúmeros dispositivos é tornar a
comunicação mais acessível, adquirindo um status de inclusão.
O impacto que a Internet
tem causado instiga inúmeros debates sobre os seus reflexos na construção de
novas identidades e conceitos, o que gera todo o tipo de questionamentos. Essa
ligação entre sociedade e tecnologia sempre causou controvérsias.
Cabe ao Estado o papel de
mediador a fazer com que se observem os preceitos legais sobre o uso desses
mecanismos ou de qualquer outro que interfira nas relações humanas.
Essa função é
intransferível e de fundamental importância para uma visão adequada sobre os
avanços mediáticos.
O que deve ser guardado
para o entendimento da relação entre tecnologia e a sociedade é que o papel do
Estado, seja interrompendo, seja promovendo, seja liderando a inovação
tecnológica, é um fator decisivo no processo geral, à medida que expressa e
organiza as forças sociais dominantes num espaço e numa época determinado
(Castells, 1999, p.76).
A análise da grande rede
de computadores parte de um ponto de vista sociológico e cultural. Vive-se em
uma profunda renovação comunicativa, que perpassa o ambiente tecnológico e
chega a afetar toda uma lógica local. Sem dúvidas as profundas mudanças que
ocorrem geram uma busca ainda maior pela interatividade e a fácil
acessibilidade.
Referências
bibliográficas
Arnett, J. J. (2002). The Psychology of Globalization. American
Psychologist, v. 58, n.1, Oct.
pp. 774-783.
Castells,
M. (1999). A sociedade em rede. 6.ed. São Paulo: Paz e Terra.
_________ (2000). O Poder da Identidade. São Paulo:
Paz e Terra.
_________ (2003a). A Galáxia da Internet. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar.
_________ (2003b). Internet e Sociedade em Rede. In Moraes, D.
(org.). Por uma Outra Comunicação: Mídia, Mundialização Cultural e Poder.
Rio de Janeiro: Record, pp. 255-288.
Levy, P. (2003). Pela Ciberdemocracia. In Moraes, D.(org.) Por
uma Outra Comunicação: Mídia, Mundialização Cultural e Poder. Rio de
Janeiro: Record, pp. 367-384.
Moraes, D. (org.) (2003).
Por uma Outra Comunicação: Mídia,
Mundialização Cultural e Poder. Rio de Janeiro: Record.
Morin, E. (2002). Os Sete Saberes Necessários à Educação do
Futuro. São Paulo: Cortez; Brasília: Unesco.
Nicolaci-da-Costa, A. M.
(2002). Revoluções Tecnológicas e Transformações Subjetivas. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v.18 n.2,
pp.193-202.
Silva, R. H. A. Sociedade em Rede:
cultura, globalização e formas colaborativas. Acedido em 6/1/2015 de
http://www.bocc.ubi.pt/pag/silva-regina-sociedade-em-rede.pdf
Silveira, D. P. M. (2004). Psicologia
Ciência e Profissão, 24 (4), 42-5. Brasília. Acedido em 7/1/2015 de
http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932004000400006
Silverstone, R. (2002). Por que Estudar a Mídia? São
Paulo: Loyola.
Efeitos da Globalização e da Sociedade em Rede Via
Internet na Formação de Identidades Contemporâneas. Acedido em 6/1/2015 de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932004000400006
justrelmoms.com.br
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Postagem lúcida e muito útil para nossas reflexões sobre a virtualização das relações sociais, Emanuel!
ResponderExcluirObrigada por compartilhar conosco!
Olá Andréa.
ExcluirMuito obrigada pela sua opinião. É tudo muito bem vindo, para melhorar.
Um bom fim de semana.
Abraço
Emanuel
Olá, Emanuel. Ótimas reflexões.
ResponderExcluirvou recomendar seu blog.
Obrigada pela partilha dos materiais.
Abraços.
Aparecida Torres
Olá Aparecida
ExcluirObrigada pelo seu comentário.
tentei fazer o melhor possível, mas às vezes é difícil de perceber se está como gostaríamos.
Bom fim de semana e até breve!
Um abraço
Emanuel