sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Trabalho 2 - Seleção e utilização de Recursos Educacionais Abertos


“Atitudes perante um conflito”
Mestrado em Pedagogia do Elearning (MPeL9)
UC – Materiais e Recursos para Elearning
Docente: Profa. Doutora Ana Nobre
Aluna nº 905486 - Maria Emanuel Melo de Almeida

Introdução

A atividade 2 referente ao trabalho 2 da UC sobre Materiais e Recursos para Elearning pretende apresentar Recursos Educacionais Abertos (REA) que integrem uma proposta de um módulo de Ação de Formação sobre “Gestão de Conflitos”, tendo como título “Atitudes perante um conflito”.
Esta atividade é realizada para professores, para quem trabalha no âmbito das relações humanas em empresas e outros ambientes, assim como todas as pessoas interessadas no tema.
Pretende-se aprender a resolver os conflitos de modo não violento, através de instrumentos e de decisões que vão ao encontro de uma cultura de paz.
Antes de expor a atividade proponho-me seguir os pontos apresentados nas orientações propostas pela Profa. Doutora Ana Nobre para esta atividade.

1. Investigação e seleção de dois Recursos Educativos Abertos (REA)

B – CEDEC- Centro Nacional de Desarrollo Curricular en Sistemas no Proprietarios http://cedec.ite.educacion.es/

2. Critérios que fundamentam a escolha dos REA

EduTopia é um site fundado por Georges Lucas e cuja Fundação criada pelo mesmo tem como objetivos identificar e divulgar abordagens inovadoras, replicáveis e baseadas em provas que permitem ajudar os alunos a desenvolver as suas aprendizagens.
É um site de grande alcance que engloba uma comunidade online onde cresce o conhecimento e a partilha.
Entre os vários critérios que permitiram a escolha deste REA destacam-se os seguintes:
Qualidade – a aprendizagem baseia-se em projetos, a avaliação é abrangente, engloba estudos integrados, possui uma aprendizagem social e emocional, a liderança é educacional. Contribui para ajudar tanto os professores como os alunos dentro e fora da sala de aula.
Potencial colaborativo - a partilha aberta tem a capacidade de prover a colaboração, incentivar a melhoria dos materiais disponíveis e colaborar na divulgação das melhores práticas.
Finalidade educativa – promover o desenvolvimento dos professores e a sua integração no meio tecnológico.
Identidade e autonomia – são conteúdos abertos de aprendizagem partilhados e cujos recursos de investigação estão disponíveis e livres para quem desejar poder reutilizar, rever, remixar e redistribuir.
Facilidade de acesso - não é necessário apoio metodológico para os professores.
Facilidade de utilização - é intuitivo e de fácil utilização. É utilizável com um software útil e conhecido.

B –  CEDEC- Centro Nacional de Desarrollo Curricular en Sistemas no Proprietários http://cedec.ite.educacion.es/
CeDeC é o Centro Nacional de Desenvolvimento Curricular em Sistemas não Propietarios, é uma instituição dependente do Ministério da Educação e Cultura e Desporto através do Instituto Nacional de Tecnologias Educativas e Formação de Professores (INTEF) e do Conselho de Educação e Cultura do Governo de Estremadura de Espanha. Esta instituição é um centro de referência a nível nacional na produção de recursos educativos abertos.
Qualidade – este REA para além de possuir um Guia de Atenção para a Diversidade, contem ainda REA de Matemática, Língua e Literatura, guia de redes sociais para famílias com acesso online; guia para a elaboração de materiais educativos abertos, REA que permitem ajudar as famílias a orientar os filhos nos estudos, e ainda documentos e relatórios presentes no catálogo das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
Potencial colaborativo – qualquer usuário pode criar um recurso e utilizar o mesmo de acordo com os seus interesses e necessidades. Embora esteja editado como um só conteúdo, é possível ser usado e consultado em partes distintas de acordo com as necessidades de quem os utiliza.
Finalidade educativa – os REA do Guia de Atenção à Diversidade apresentam conteúdos, manuais e materiais multimédia elaborados por associações, organismos e federações relacionados coma a “Atenção à Diversidade”.
Identidade e autonomia – o principal objetivo do projeto “Guia de Atenção à Diversidade” consiste em criar uma comunidade de usuários que partilhe experiências, conhecimentos e recursos sobre a atenção à diversidade verificada na sala de aula. Trata-se de um conjunto de orientadores, professores, pais e agentes sociais que colaboram num projeto inovador que deve ser um êxito no que respeita a atenção à diversidade.
Facilidade de acesso – possui indicadores e critérios que podem orientar o trabalho dos docentes ou das próprias famílias permitindo-lhes conhecer melhor as crianças que possuem uma certa deficiência ou alteração física, psicológica, cognitiva ou outra.
Facilidade de utilização – este recurso não pretende ser um manual nem um guia fechado. O seu objetivo é oferecer material que permita a qualquer pessoa aproximar-se de diversas realidades que conferem a “Atenção à Diversidade”.

3. Propostas de adaptações

A – No primeiro REA escolhido (EduTopia) sugeriria abrir o site a outras línguas, pois trata-se de um recurso tão rico que é pena ter como única língua o inglês. Digo isto, pensando em quem não possui os conhecimentos suficientes desta língua para poder utilizar este recurso tão útil para qualquer pessoa.
B – Quanto ao recurso CEDEC procuraria elaborá-lo em diversas línguas como seja a gestual e o braille, visto estar direcionado como Guia de Atenção para a Diversidade, para além de outros aspetos pedagógicos.

4. Atividade de aprendizagem – “Atitudes perante um conflito”

Em seguida, apresenta-se uma atividade de aprendizagem onde serão usados os recursos explorados anteriormente (EduTopia e CEDEC).
Os trabalhos realizados online são feitos em grupo através de diversas ferramentas digitais como wiki e slideshare, apresentados posteriormente ao grupo/turma, a fim de ser possível chegar a uma conclusão final.
Tendo em consideração o tema a tratar nesta atividade, considera-se necessário referir a importância das ferramentas digitais que permitam desenvolver uma cultura de paz, através da resolução de conflitos de modo não violento e para isso é importante ter em atenção o aspeto colaborativo e cooperativo que pode ter uma determinada ferramenta digital.

Objetivos
1 – Saber o que dificulta a resolução de um conflito
2 – Conhecer as atitudes que contribuem para a resolução de um conflito

Desenvolvimento

Para se poder alcançar os objetivos propostos foram consultados os REA expostos anteriormente e identificadas as estratégias necessárias, a fim de ser possível resolver os conflitos de modo não violento.
Perante os conflitos podem-se ter várias atitudes e consequentemente são necessárias diversas estratégias para os resolver de modo não violento. Contudo, é necessário ter presente que nem todas as estratégias e atitudes resolvem os conflitos, pois algumas podem agravá-los ou ocultá-los.
Mencionam-se algumas atitudes básicas que perante um conflito costumam dar resultados positivos:

O que se deve fazer perante um conflito (Programa “Aprender a convivir” - Vigo)

O que ajuda a resolver um conflito
O que dificulta a resolução de um conflito
- acalmar-se
- insultar
- escutar ativamente
- ameaçar
- usar uma linguagem respeitosa
- culpar
- distinguir o problema da pessoa
- acusar
- dirigir a atenção para o problema
- desprezar/ridicularizar
- saber defender as posições de cada um respeitando os sentimentos da outra parte
- julgar
- saber pedir desculpa quando se comete uma falta
- ver só a nossa posição
- propor soluções
- generalizar/etiquetar
- procurar acordos e respeitá-los
- bater
- ter espaços e tempo para enfrentar os conflitos
- evidenciar outras questões que não estão ligadas ao conflito.

Em seguida, apresenta-se uma dinâmica de grupo denominada “História do martelo”.

Dinâmica de grupo
Um outro ponto a abordar nesta atividade 2 consta de uma dinâmica de grupo sobre “A história do martelo”.
Para a sua realização, divide-se a turma em grupos de quatro formandos. Cada grupo realiza as atividades propostas e no fim o porta-voz apresenta os resultados alcançados ao grupo/turma.

Texto para análise - “A história do martelo”
“Um homem quer colocar um quadro na parede. Já tem o prego, mas falta-lhe o martelo. O vizinho tem um. Assim, o homem decide pedir ao vizinho que lhe empreste o martelo. Surge-lhe uma dúvida: O quê? E se não me quer emprestar? Lembro-me que ontem o vizinho cumprimentou-me um pouco distraído. Quem sabe tinha pressa. Quem sabe se a pressa não era senão um pretexto e ele tem alguma coisa contra mim. O que é que posso fazer? Eu não lhe fiz nada; foi alguma coisa que meteu na cabeça. Se alguém me pedisse emprestada uma ferramenta, eu dar-lha-ia imediatamente. Porque é que ele não o fará também? Como é que uma pessoa pode recusar fazer ao outro um favor tão simples? Pessoas como esta amarguram a vida aos outros. E depois ele pensa que dependo dele. Só porque tem um martelo. Isto é o cúmulo.
Assim, o nosso homem vai precipitadamente à casa do vizinho, toca a campainha, abrem-lhe a porta e, antes que o vizinho tenha tempo de dizer “bom dia”, o nosso homem grita furioso: «Fique você com o martelo, seu palerma!». (Watzlawick, 1990: 43-44, citado em Jares, 2001: 143)

Para a realização desta dinâmica, o texto “A história do martelo” é exposto à turma, através da ferramenta slideshare.
Cada formando começa por ler individualmente o texto, depois em grupo procura responder às questões colocadas pelo formador:
1 - Está-se perante um conflito real ou de um falso conflito?
2 - Foi eficaz o “homem do martelo” para conseguir o que necessitava?
3 - O “homem do martelo” constrói uma história na sua cabeça sobre o seu vizinho e acaba por insultá-lo. Que consequências tem este modo de atuar numa convivência respeitosa?
4 - Viveu alguma situação semelhante? Em que papel?
5 - Que conclusões tira desta história?

Para responder às questões, os formandos utilizam a ferramenta Wiki, nomeadamente WikiEducator. Através desta ferramenta os formandos criam uma opinião de grupo sobre os pontos apresentados pelo formador. Para isso os vários elementos do grupo discutem e lançam o seu contributo no WikiEducator, a fim de criarem uma opinião de grupo que depois é partilhada com todos os restantes formandos do grupo/turma, através da ferramenta slideshare, permitindo uma reflexão alargada e uma conclusão geral sobre os aspetos apresentados na dinâmica.

Conceitos
Para abordar os conceitos sobre “atitudes perante os conflitos” é proposto aos formandos que investiguem sobre o tema nos REA propostos e selecionados para o estudo, expondo o resultado das suas investigações numa página WikiEducator. Por meio desta ferramenta todos os elementos do grupo/turma podem aceder, criando e modificando as várias aportações dos colegas, até alcançarem conceitos e perspetivas, em que todos os elementos do grupo estejam de acordo.
Posteriormente o resultado desta investigação é apresentada em Slideshare através de um PowerPoint que resume as conclusões a que chegou o grupo/turma.
Após esta apresentação e para consolidar os conhecimentos adquiridos o/a formador/a apresenta o resultado do seu estudo sobre o tema abordado. Deste modo, os formandos podem constatar se as suas opiniões estão ou não de acordo com a fundamentação teórica apresentada pelo formador, sendo esta mais uma ocasião para se estabelecer um diálogo colaborativo e aberto entre todos os formandos com o/a formador/a.


Reflexões finais

Pelo exposto nesta atividade 2 pode-se constatar que desde o início da sua realização nos encontramos perante um trabalho de pesquisa, seleção e utilização de Recursos Educativos Abertos, de acordo com as orientações do trabalho a realizar.
Trabalhos como este são um desafio que de certo modo ajudam não só a fundamentar as ideias como a adquirir novos conhecimentos e competências necessárias para vida em sociedade, pois mais do que nunca encontramo-nos continuamente perante conflitos que temos de os resolver e por vezes é difícil saber como fazer.
Para terminar e verificar a importância que os conflitos e a sua resolução têm no processo educativo, apresento um texto de Supple (1993), citado por Burget (2003):
“ Apreciado/a professor/a
Sou um sobrevivente de um campo de concentração.
Os meus olhos viram o que nenhum homem deveria presenciar:
Câmaras de gás construídas por engenheiros instruídos.
Crianças envenenadas por médicos profissionais.
Crianças mortas por enfermeiros profissionais.
Mulheres e recém-nascidos mortos a tiro e queimados por graduados em escolas superiores e universidades.
Portanto suspeito da educação.
O meu pedido é: ajuda os teus estudantes a chegar a ser pessoas.
Os teus esforços nunca devem produzir monstros, hábeis psicopatas, futuros Eichmans.
Ler e escrever a aritmética… são importantes unicamente se servem para tornar os nossos filhos mais pessoas.” (p. 37)

Perante este testemunho, constata-se que a educação, por si só, não acaba com as guerras, nem com as causas da falta de paz, nem com os conflitos violentos no mundo, mas é um caminho que, se for bem percorrido, pode conduzir à paz. (Almeida, 2011)
Assim, os REA são uma mais valia para o desenvolvimento de aprendizagens que visem o bem comum, os valores cooperativos e colaborativos, na medida em que são abertos ao público que deseje dar o seu contributo pessoal à sociedade em geral.

Referências bibliográficas

Almeida, M. E. M. (2011). A educação para a paz no ensino das Ciências Naturais. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian e FCT.
Burguet, Marta (2003). Ante el conflicto... Una apuesta por la educación. In Vinyamata, E. (Ed.). Aprender del conflicto. Conflictología y educación (1ª ed.). Barcelona: Graó, 37-46.
Castells, M. (2005). A Sociedade em Rede. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
CEDEC - Centro Nacional de Desarrollo Curricular en Sistemas no Proprietarios http://cedec.ite.educacion.es/
Cornelius, Helena & Cornelius Stella (2003). Doce técnicas para la resolución de conflictos. In Heffermehl, S. Fredrik (Ed.) Construir la paz (1ª ed.). Barcelona: Icaria Editorial.
EduTopia - http://www.edutopia.org/open-educational-resources-guide
Fisas, V. (1998). Cultura de paz y gestión de conflictos. Barcelona: Icaria/Unesco.
JaresS, Xesús Rodriguez (2000). El placer de jugar juntos. Nuevas técnicas y juegos cooperativos (3ª ed.). Madrid: Editorial CCS.
Jares, X. R. (2001). Educación y conflicto. Guía de educación para la convivencia. Madrid: Editorial Popular.

Mediacion de conflictos TORREGO UNED 2001 frag 1. Recuperado de https://youtu.be/ztAzgzMPmQE

Mediacion de conflictos TORREGO UNED 2001 frag 2. Recuperado de https://youtu.be/xLpvAXtcxck
O´Reilly, T. (2005). What is Web 2.0? Recuperado de: http://oreilly.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/09/30/what-is-Web-20.html
Oliveira, I. (2015). Orientações detalhadas Tema 3. Promover a aprendizagem colaborativa com ferramentas digitais. Recuperado de http://eco.imooc.uab.pt/elgg/blti_consumer/launch?guid=50629
Rmz, A. J. (2015). Herramientas digitales. Recuperado de http://ltiacemisoftwareeducativo.blogspot.pt/2015/03/11-que-son.html
Rodriguez, D. C. (2011). Ediwiki. Elaborar, editar y publicar recursos digitales. Recuperado de http://openaccess.uoc.edu/webapps/o2/bitstream/10609/8264/1/dcabrerar_TFC_0611.pdf
Silva, S. (2011). Itinerários de @prendizagem Colaborativa / Cooperativa em Contexto Online. Recuperado de https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/1876/1/Sofia_TeseFinal.pdf
Slideshare. Recuperado de http://www.slideshare.net/?ss
WikiEducator. Recuperado de http://wikieducator.orghttp://www.edutopia.org/open-educational-resources-guide

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015










Repositório de Recursos Educacionais Abertos

Mestrado em Pedagogia do Elearning (MPeL8)
UC – Materiais e Recursos para Elearning
Docente - Profa. Doutora Ana Nobre
Aluna nº 905486 - Maria Emanuel Melo de Almeida


Introdução
Para responder a quanto é pedido na 1ª atividade do tópico 2 proponho-me apresentar três exemplos de repositórios de Recursos Educacionais Abertos (REA) que considerei interessantes.
Devo dizer que ao pesquisar encontrei diversos repositórios e quase todos existentes na Europa, Brasil, Estados Unidos e apenas um é proveniente da Universidade Virtual Africana. Sublinho a importância deste repositório pelo facto de ser proveniente de um grupo de Universidades Africanas que através dos REA divulga saber não só no continente Africano, mas também em todo o mundo e deixando assim de ser apenas consumidor do “norte do mundo”.
Entre os diversos repositórios de REA escolhi os seguintes como representativos do trabalho que exponho e fundamento.
- African Virtual University collaborative methods of developing Open Education Resources (OER@AVU) - (http://oer.avu.org/)
- Ambiente Educacional Web (AEW) - (http://ambiente.educacao.ba.gov.br/#)

Repositórios de Recursos Educacionais Abertos
- African Virtual University collaborative methods of developing Open Education Resources (OER@AVU) - http://oer.avu.org/
A Universidade Virtual Africana (UVA) é uma Organização Pan-Africana Intergovernamental que tem como objetivo incrementar o acesso ao ensino superior de qualidade e à formação através da aplicação das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
A UVA foi fundada em 1997, formou milhares de estudantes em toda a África, criou a maior rede de recursos abertos à distância e de instituições elearning em mais de 30 países de África Subsariana. É uma plataforma que abrange línguas anglófonas, francófonas e lusófonas de África. Para além do aspeto linguístico é de realçar a sua diversidade de abordagens referentes às áreas de Matemática e Ciências, Competências Básicas em TIC, formação de professores com cursos profissionais e integração das TIC na educação.
Os módulos liberalizados como Open Education Resources (Recursos Educacionais Abertos) estão sob a licença de Creative Commons, a fim de tornar o material disponível e livre para consulta e reelaboração, conduzindo o portal AVU@OER a uma instituição Africana líder na produção e utilização de REA.
A plataforma AVU para além de possuir livros contém também vídeos em Inglês, Francês, Português permitindo que os académicos do continente Africano possam partilhar, distribuir e divulgar os seus recursos a nível mundial, contribuindo para o desenvolvimento económico de África através da educação. Visto ser uma plataforma de REA as diversas Instituições e os indivíduos podem aceder aos materiais, modificá-los e publicá-los, enriquecendo a mesma plataforma.
Todos os referidos aspetos foram tidos em consideração quando escolhi este repositório de REA entre os muitos que investiguei. No entanto, o que mais sobressaiu foi verificar que este portal permite que África contribua para o conhecimento global e não seja apenas um consumidor de conteúdo a partir do “norte” do mundo.
Contudo, é ainda de relevar que os REA da UVA estão também disponíveis no Scribd (http://www.scribd.com/AfricanVirtualUni) o que permite o acesso a uma rede global de investigadores, mais abrangente, na medida em que estes utilizam o Scribd como um recurso para a investigação e educação.

A Wikimedia Commons é uma mediateca livre onde qualquer pessoa pode copiar, usar e modificar livremente os conteúdos presentes na mesma, desde que respeite as condições estabelecidas pelos autores, apresenta-se em diversas línguas, pertence ao Movimento Wikimedia, foi criada e mantida por voluntários, possui o mesmo software que a Wikipédia , o seu conteúdo multimédia (imagens, sons e vídeos) é educativo/pedagógico e está licenciado com Creative Commons sob licenças livres ou em domínio público.
O motivo que me levou a escolher este repositório deve-se ao facto de ser um repositório de REA de larga abrangência, embora tenha um carácter essencialmente pedagógico, em que é possível aceder aos conteúdos e trabalhá-los livre e colaborativamente.

Ambiente Educacional Web (AEW) - http://ambiente.educacao.ba.gov.br/#
O Ambiente Educacional Web - AEW é um espaço pedagógico multidisciplinar criado para que estudantes e professores possam aceder, partilhar e construir conhecimentos através das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
Neste espaço a comunidade escolar pode encontrar conteúdos digitais registados com licenças livres, ter acesso a softwares livres, colaborar na produção de meios de comunicação, de sites temáticos de diferentes disciplinas e de temas transversais.
O AEW é um ambiente em que a investigação é de fácil acesso, é possível investigar várias fontes agrupadas em conteúdos digitais, sites temáticos, apoio à produção e colaboração, espaço aberto, professor web, TV Anísio Teixeira e exposição fotográfica.
É um espaço que está direcionado para escolas, estudantes, educadores, instituições e municípios. No entanto a interação das distintas abordagens permite uma partilha enriquecedora para os estudantes, professores, educadores e demais membros da sociedade.
O motivo que me levou a referir este repositório foi o facto de ser um espaço onde há uma interação significativa entre a comunidade escolar e a sociedade em geral, pois considero que a escola não deve ser um ambiente fechado, mas aberto ao mundo permitindo que este entre dentro da mesma através dos alunos e da restante comunidade.






quinta-feira, 26 de novembro de 2015

UC – Materiais e Recursos para Elearning









Bibliografia anotada

Mestrado em Pedagogia do Elearning (MPeL8)

UC – Materiais e Recursos para Elearning

Maria Emanuel Melo de Almeida aluna nº 905486


Introdução

Os dois itens de bibliografia anotada que me proponho apresentar encontram-se inseridos no âmbito do Mestrado em Pedagogia do Elearning, coordenado pela Profa. Lina Morgado e da Unidade Curricular de “Materiais e Recursos para Elearning”, lecionada pela Profa. Ana Nobre.

1. O tema do primeiro item foi escolhido pelo facto de ser professora de Ciências Naturais no Ensino Básico e Secundário e gostava de saber se os Recursos Educativos Abertos (REA) também são úteis para desenvolver as aprendizagens nesta disciplina. Encontrei o texto que de certo modo foi ao encontro de quanto procurava saber.
Arias, A. V. G.; López, I. H. e González, X. E. S. (2010). Uso de REA para un mejor aprendizaje de las Ciencias Naturales. In Montoya, M. S. R. e Aguilar, J. V. B. (Eds.). Recursos Educativos Abiertos en Ambientes Enriquecidos con Tecnología. Innovación en la Práctica Educativa. México: Tecnológico de Monterrey, págs. 242-257. Recuperado de http://catedra.ruv.itesm.mx/bitstream/987654321/566/8/ebook

Palavras-chave: Ciências Naturais, Recursos Educativos Abertos (REA)

2. O segundo texto é de EDUTEC, Revista Electrónica de Tecnología Educativa, da Universidade de Montemorelos (México) que pretende evidenciar como a implementação dos REA é necessária no ensino universitário, a fim de que os estudantes adquiram aprendizagens mais significativas que lhes permitem melhorar o seu processo ensino aprendizagem.
Rodríguez, A. L. S.; Gómez, J. R. e Madrigal, S. C. (2012). Recursos Educativos Abiertos y estrategias de búsqueda e implementación en un ambiente de aprendizaje universitário. EDUTEC, Revista Electrónica de Tecnología Educativa, nº 41/septiembre. México: Universidad de Montemorelos. Recuperado de http://edutec.rediris.es/Revelec2/Revelec41/pdf/Edutec-e_n41_Salazar_Rodriguez_Campos.pdf

Palavras-chave: Ambiente de aprendizagem, Recursos Educativos Abertos.

Desenvolvimento

Primeiro item de Arias, A. V. G.; López, I. H. e González, X. E. S., publicado em 2010, sobre “Uso de REA para un mejor aprendizaje de las Ciencias Naturales” pretende saber se a implementação dos REA ajuda a melhorar a aprendizagem dos alunos na disciplina de Ciências Naturais e quais são os benefícios verificados antes e depois da aplicação dos REA.
A aplicação dos REA nas aulas de Ciências Naturais teve impacto quer nos alunos quer nos professores, na medida em que ambos os universos evidenciaram que o processo ensino-aprendizagem melhora, é mais fácil e simples. Os alunos referem que a aprendizagem com os REA é mais agradável e os professores dizem ser um método que lhes permite desenvolver o tema de modo mais percetível e dinâmico, na medida em que aumenta a motivação e a participação dos alunos nas aulas.

Este estudo permitiu-me verificar que também posso aplicar os REA na minha disciplina e que produz resultados positivos a todos os níveis do processo ensino-aprendizagem, assim como no que respeita a motivação dos alunos que por vezes é difícil obter.

Segundo item de Rodríguez, A. L. S.; Gómez, J. R. e Madrigal, S. C. publicado em 2012, sobre “Recursos Educativos Abiertos y estrategias de búsqueda e implementación en un ambiente de aprendizaje universitário” sublinha a necessidade e urgência de aplicar REA nas aulas, de modo a alterar o paradigma da docência, passando de uma educação tradicional expositiva a uma ativa, participativa e colaborante. A aplicação dos REA faz com que os estudantes adquiram aprendizagens mais significativas e aprendam ao seu ritmo e estilo. É importante que os docentes desenvolvam novas estratégias de ensino permitindo a construção do conhecimento através do uso de materiais contextualizados e estruturados pedagógica e didaticamente; melhorem as práticas letivas através da interatividade com os REA; promovam o interesse, a motivação, a criatividade, o dinamismo e a colaboração; encontrem novos modos de orientar a aprendizagem; utilizem artigos científicos válidos e fidedignos de diferentes áreas do conhecimento; atualizem e reforcem os conteúdos das disciplinas e aumentem o pensamento crítico. Contudo, é de destacar algumas desvantagens verificadas aquando a aplicação dos REA: o difícil acesso aos REA na aula devido à falta de Internet; os dados poderem ser errados ou falsos; o uso do inglês; não existirem REA apropriados a todas as disciplinas e ainda a falta de recursos tecnológicos nas salas de aula.

Considero que este artigo é útil na medida em que ajuda a esclarecer as vantagens e desvantagens da aplicação dos REA na sala de aula através da experiência dos próprios professores e estudantes. Estes aspetos são motivadores para quem deseje implementar uma estratégia semelhante nas suas aulas.

terça-feira, 10 de março de 2015

Educação e Sociedade em Rede

O Papel do Professor no Processo de Ensino-Aprendizagem de uma Sociedade em Rede

The role of the teacher in the teaching-learning of a network society

Maria Emanuel Melo de Almeida, Universidade Aberta, Portugal

Resumo: Este artigo elaborado a partir do estudo realizado sobre “o papel do professor no processo de ensino-aprendizagem de uma sociedade em rede” tem por objetivo saber qual é o papel do professor no processo de ensino-aprendizagem de uma sociedade em rede. Para tal procurou-se aprofundar algumas temáticas designadamente: a sociedade em rede e a educação; a profissão docente e a sociedade em rede; informação, conhecimento e sociedade em rede; o papel do docente na sociedade do conhecimento; a virtualidade nos processos de ensino-aprendizagem; o processo de ensino-aprendizagem na sociedade em rede. Por fim apresentam-se as conclusões em que se refere que a escola, nomeadamente os professores, perante a nova sociedade em rede, devem ser capazes de desenvolver nos estudantes competências que lhes permitam participar e interagir num mundo competitivo, encontrar soluções para os problemas do futuro, na medida em que a aprendizagem não é um processo estático, mas dinâmico que acontece ao longo de toda a vida.

Palavras-chave: ensino-aprendizagem, professor, sociedade em rede, sociedade da informação, sociedade do conhecimento, novas tecnologias. 

Abstract: This article drawn from the study on "the role of the teacher in the teaching-learning of a network society process" aims to know the teacher's role in the teaching-learning process of a networked society. To this end sought to deepen some issues in particular: the network society and education; the teaching profession and the network society; information, knowledge and network society; the role of teachers in the knowledge society; virtuality in the teaching-learning processes; the process of teaching and learning in the network society. Finally we present the conclusions in relation to the school, including teachers, namely the new network society, should be able to develop students skills to participate and interact in a competitive world, find solutions to the problems of future to the extent that the learning process is not a static but dynamic happens throughout life.

Keywords: information society, knowledge society, new technologies, network society, teacher, teaching and learning. 

Introdução

Este artigo faz parte de uma pesquisa exploratória e descritiva, elaborada com base na bibliografia que aborda a temática relacionada com “o papel do professor no processo de ensino-aprendizagem de uma sociedade em rede” e tem por objetivo saber qual é o papel do professor no processo ensino-aprendizagem numa sociedade em rede.
A fim de responder ao objetivo proposto aprofundaram-se as seguintes temáticas: a sociedade em rede e a educação; a profissão docente e a sociedade em rede; a informação, conhecimento e sociedade em rede; o papel do docente na sociedade do conhecimento; a virtualidade nos processos de ensino-aprendizagem; o processo de ensino-aprendizagem na sociedade em rede. Após esta pequena explanação teórica, apresentam-se as conclusões em que se refere que a escola, nomeadamente os professores, perante a nova sociedade em rede devem ser capazes de promover o desenvolvimento nos estudantes de competências que lhes permitam participar e interagir num mundo competitivo, encontrar soluções para os problemas do futuro, na medida em que a aprendizagem não é um processo estático, mas dinâmico que acontece ao longo de toda a vida.
Atualmente o desenvolvimento científico e tecnológico está ligado ao que hoje se designa por sociedade do conhecimento através do desenvolvimento das novas tecnologias de informação, motivo pelo qual o conceito de sociedade de informação foi ultrapassado pela designação de sociedade em rede (Osório, 2003).
É de relevar que a sociedade em rede permite estabelecer ligações e intercâmbio de conhecimentos, potenciando um acelerado processo de transformação que se manifesta através das rápidas mudanças que ocorrem em todos os setores da sociedade, assim como na globalização da informação e da comunicação (Fernandes, 2000: 27). 
A utilização das tecnologias digitais modificou a sociedade atual, o seu modo de vida e forma de pensar, transformando-a numa sociedade do conhecimento. Todas as alterações influenciaram o modo de apresentar a informação, nos diferentes meios de comunicação através da web 2.0, nas formas de aprendizagem começando pelo e-learning, b-learning chegando até às aulas presenciais. Estas tecnologias procuraram ainda otimizar e tornar possíveis, os processos de ensino através da aplicação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). 
É um desafio para o sistema educativo desenvolver instrumentos que facilitem os processos de ensino-aprendizagem nas aulas. Perante um elevado crescimento da quantidade e da qualidade da informação que circula em todos os âmbitos das áreas do conhecimento e da vida na sociedade, surgiu a Web a partir da qual se verifica uma constante evolução na vida quotidiana, tal como sucede atualmente com as redes sociais.

1. A sociedade em rede e a educação 

Segundo Castells (2006) a superioridade histórica das organizações verticais hierárquicas sobre as redes deve-se ao facto das organizações sociais em rede terem que vencer limites materiais relativamente à tecnologia disponível. As redes são consideradas uma extensão do poder centrado no alto das organizações verticais que configuram a história da humanidade. Porém, a cultura da liberdade foi decisiva para produzir as tecnologias em rede que serviram de infraestrutura, para que as empresas pudessem realizar a restruturação de acordo com a globalização, a descentralização e as redes.
Trabalhos de interesse em todos os campos das ciências sociais e humanistas mostram que a sociedade em rede é uma forma de organização social sustentada pela informação.
É ainda de realçar como Castelles (s.d.) constrói o seu raciocínio a partir da história do desenvolvimento das tecnologias após a década de 1970 e dos impactos que teve nos diferentes campos das relações humanas. Este autor apresenta um seu ponto de vista teórico intitulado “cultura da virtualidade real” evidenciando o facto de que as culturas consistem em processos de comunicação que se baseiam em sinais e que não há separação entre “realidade” e “representação simbólica”. Este aspeto é importante, visto que as relações humanas se verificam, cada vez mais, em ambientes multimédia, embora os seus efeitos não tenham sido ainda bem estudados.
Assim, a rápida evolução em direção à sociedade da informação está a produzir mudanças fundamentais na própria estrutura social tal como se conhece. A relação que se pode ter com a informação e as possibilidades de comunicação de que se dispõe, produzem alterações substanciais em todos os âmbitos da sociedade, nomeadamente na maneira de organizar a educação, nos modos de ensinar e aprender, os quais podem estar ajustados a sistemas educativos que preparam as pessoas para ocupar um lugar numa sociedade que foi ultrapassada (Hargreaves, 2003a; Morin, 2001; Martínez et. al, 2001; Marchesi, 2000; Pérez, 2000).
As novas possibilidades de relação com o conhecimento que se configuram ao redor da Internet e da sociedade em rede (Castells, 2001a; Lèvy, 1998) evidenciam a necessidade de ir para além da transmissão direta da informação aos alunos, entendendo que, mais do que nunca, o desafio consiste na capacidade de aprender e de elaborar o próprio conhecimento. De acordo com este ponto de vista está-se perante um elemento de divisão social muito mais importante que a conetividade técnica, pois consiste na capacidade educativa e cultural de utilizar a Internet. Quando toda a informação está em rede, quando o conhecimento está em rede, o conhecimento codificado não é o essencial para o que se pretende fazer, porque o que se pretende, é saber onde está a informação, como encontrá-la, como processá-la, como transformá-la em conhecimento específico para o que se deseja realizar (Castells, 2001b).
Numa economia progressivamente desenvolvida à volta da aprendizagem, é necessário fortalecer a capacidade de processamento da informação que está ao alcance de cada individuo, a fim de promover a sua integração no conjunto de conhecimentos que possui (OCDE, 2000). Dada a velocidade do aparecimento e atualização dos conhecimentos existentes nas nossas sociedades, as instituições educativas por vezes limitam as suas funções a tarefas meramente instrutivas e transmissivas, fornecendo aos alunos conhecimentos em certos casos antiquados. A aprendizagem não termina na escola, por isso é importante sublinhar que os centros educativos devem desenvolver um papel relevante na capacitação das pessoas, em função da sua autonomia na aprendizagem e na orientação em direção à aquisição de novos conhecimentos (Delors, 1996). A incorporação das pessoas neste novo modelo cria-lhes ainda a necessidade de desenvolver a capacidade de iniciativa, a proatividade e a orientação na resolução de problemas (Hargreaves, 2003a). Neste sentido, a escola tem a função de capacitar os seus alunos para o trabalho em rede, ou seja em equipa e em colaboração com outras equipas de acordo com as solicitações do mundo do século XXI (Carnoy, 2002; Coller, 1997).
Este aspeto que se baseia na conceção da aprendizagem e que concede a máxima importância à atividade do aluno evidencia quanto urge sublinhar que a influência educativa exercida pelo professor como mediador entre a atividade construtiva do aluno e os conteúdos escolares continua a ser fundamental (Coll e Onrubia, 1996).
É de relevar que a ação docente constitui um processo decisivo de ajuda capaz de se adaptar à atividade do aluno enquanto protagonista. Assim, realça-se a importância de se aproximar a configuração da ação docente neste processo, evidenciando atributos como seja: o posicionamento do professor no processo de ensino aprendizagem e a consequente atitude do aluno; a capacidade docente de personalização e de adaptação à diversidade neste processo; a relevância que se atribui à colaboração com outras pessoas e singularmente com os colegas; o uso que se faz do material didático e por fim a natureza dos processos de avaliação. Perante o exposto torna-se significativo analisar a profissão docente na sociedade em rede.

2. A profissão docente e a sociedade em rede

Nos últimos tempos duas linhas de desenvolvimentos social convergem na consciência dos professores e na consciência que a sociedade tem dos mesmos. Por um lado a erupção das TICs e as possibilidades que oferecem para a aprendizagem, a necessidade de adaptação dos docentes ao novo contexto e a urgência que deve ser assumida pelos poderes públicos de verificarem que os novos tempos exigem algo mais do que a inversão das infraestruturas, redes e computadores. Por outro lado a progressiva desvalorização da função docente faz com que os professores sintam como um imperativo a reivindicação de um status profissional e social. A dignificação não é conseguida unicamente, como se concetualizou na antiga ética capitalista através da questão do dinheiro, mas implica também o reconhecimento. Atualmente questiona-se o papel do professor como profissional cujo imperativo se baseia em conceitos como dever, profissionalização e como questão retributiva.
Pode-se então verificar a existência de duas orientações relacionadas com os novos contextos de aprendizagem: a crise na fundamentação dos valores do trabalho e o surgir de novos valores como resposta ao mau estar reinante. Esta questão é também comum a outros âmbitos do mundo das tecnologias digitais como por exemplo da sociedade em rede.
Para Castells (1999) quando se fala de sociedade em rede está-se a falar de um desenvolvimento social autónomo que foi alterado pela expressão de Internet, a qual passa a ser uma rede fria de cabos, ondas e bites, enquanto que a sociedade expressa os processos sociais, os interesses sociais, os valores sociais e as instituições sociais. Não é uma sociedade como tradicionalmente se conhece, pois é uma sociedade diferente. Pode-se então perguntar em que sentido é diferente? A diferença consiste na especificidade da Internet que constitui a base material e tecnológica da sociedade em rede. Assim, a infraestrutura tecnológica e a organização do meio permite o desenvolvimento das novas formas de relação social que não têm propriamente a sua origem na Internet, mas são fruto de uma série de mudanças históricas que não se poderiam realizar sem a Internet.
É de destacar que a Internet também não é uma simples tecnologia, mas é o meio de comunicação que constitui a forma organizativa das atuais sociedades. É o coração de um novo paradigma sociotécnico que constitui a base material da vida quotidiana, assim como das relações de trabalho e de comunicação dos indivíduos. A Internet o que faz é processar a virtualidade e transformá-la na atual realidade, constituindo a sociedade em rede que é aquela em que se vive.

3. Informação, conhecimento e sociedade em rede

Urge constatar como as novas tecnologias da informação criaram novos espaços de conhecimento. 
Para além da escola, também a empresa, a casa e o espaço social tornaram-se educativos. Hoje em dia, as pessoas estudam cada vez mais em casa, pois é um local onde podem aceder ao ciberespaço da formação e da aprendizagem à distância, procurar a informação disponível nas redes que respondem às necessidades e questões do conhecimento. É ainda de referir que a sociedade civil se reforça não apenas como espaço de trabalho, mas também como espaço de difusão e de reconstrução de conhecimentos.
Subjacente a toda esta análise das tecnologias da informação e do conhecimento, destaca-se ainda a função social da mesma. Nesta medida é importante não cair numa análise inocente, pois o conhecimento pode ser equiparado a poder. 
Assim, abordar o tema da sociedade em rede e da sociedade do conhecimento sem fazer um estudo sobre o seu papel político e social, é excluir a questão do conhecimento e entender a sociedade, como se fosse homogénea, sem contradições nem conflitos, motivo pelo qual importa tratar o aspeto do papel do conhecimento na sociedade em rede.  
Como previa Herbert McLuhan, citado por Gadotti (2005), na década de 60, o planeta tornou-se uma sala de aula e o espaço de aprendizagem dos indivíduos. Deste modo o ciberespaço rompeu com a ideia de tempo próprio para a aprendizagem e o espaço de aprendizagem tanto pode ser aqui como em qualquer lugar, na medida em que o tempo de aprender tanto é hoje como sempre.
Atualmente vale tudo para aprender. Este aspeto ultrapassa o fator da reciclagem, da atualização dos conhecimentos e vai muito para além da assimilação dos mesmos.
A sociedade do conhecimento é uma sociedade de múltiplas oportunidades de aprendizagem, por estes motivos as consequências para a escola, para o professor e para a educação são grandes, entre as quais se destacam as seguintes: ensinar a pensar, saber comunicar, saber pesquisar, ter raciocínio lógico, fazer sínteses e abordagens teóricas, saber organizar o seu próprio trabalho, ter disciplina, ser independente e autónomo, saber articular o conhecimento com a prática, ser aprendiz autónomo e a distância. Neste contexto, o professor é muito mais um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. O aluno precisa construir e reconstruir conhecimento a partir do que faz. Para isso o professor precisa de ter curiosidade, saber pesquisar e apresentar novas perspetivas para o trabalho a realizar com os alunos. Ele já não leciona como era concebido até há pouco tempo, passando a ser um organizador do conhecimento e da aprendizagem.
Pode-se dizer que o professor se tornou um aprendiz permanente, um construtor de sentidos, um cooperador e sobretudo, um organizador da aprendizagem. Se se fala do professor de adultos e do professor de cursos à distância, esses papéis são ainda mais relevantes. Não serve de nada ensinar, se os alunos não conseguem organizar o seu trabalho, serem sujeitos ativos da aprendizagem, autodisciplinados e motivados, não sendo portanto suficiente dar oportunidade a todos de acesso à escola, embora o direito à educação implique o direito de aprender na escola. 
Segundo Luiza Cortesão, citado por Gadotti (2005), ser professor pode ser “um ofício em risco de extinção”. Na verdade um certo tipo de professor pode estar em risco de extinção, por exemplo aquele que é funcionário da eficácia e da competitividade. A mesma autora refere ainda que existe uma contradição entre o professor “a preto e branco” ou seja o professor “monocultural”, bem formado, seguro, claro, paciente, trabalhador e distribuidor de saberes, eficiente, exigente e o professor “intermulticultural” que não é um “daltónico cultural”, porque se apercebe da heterogeneidade, é capaz de investigar, de ser flexível e de recriar conteúdos e métodos, de identificar e analisar problemas de aprendizagem e de elaborar respostas às diferentes situações educativas. Um, não se pergunta porque ser professor, mas apenas cumpre ordens, currículos, programas, pedagogias. O outro questiona-se sobre seu papel. Um está centrado nos conteúdos curriculares e o outro no sentido do seu ofício. Pelo exposto, constata-se que na realidade determinado tipo de professor pode estar em risco de extinção. 
É de relevar que a sociedade contemporânea está marcada pela questão do conhecimento. E não é por acaso. O conhecimento tornou-se peça chave para entender atualmente a própria evolução das estruturas sociais, políticas e económicas. Mais do que na era do conhecimento, deve-se dizer que se vive na era da informação, pois há mais facilidade em perceber a disseminação da informação e a manipulação de dados, do que a oportunidade de criar conhecimento. O acesso ao conhecimento é ainda muito precário, sobretudo em sociedades em vias de desenvolvimento educacional e social.
Segundo Gadotti (2005) a sociedade em rede, ao mesmo tempo que é uma sociedade de múltiplas oportunidades de aprendizagem é também uma sociedade de novas exigências para a escola, o currículo, o professor e o aluno. O professor passa a lecionar menos e passa a gerir melhor a aprendizagem, visto que as teorias do conhecimento estão centradas sobretudo na aprendizagem e na aquisição do conhecimento.

4. O papel do docente na sociedade do conhecimento

Na atual sociedade do conhecimento em que a informação se atualiza constantemente e é acessível através das TICs, o papel do professor deixou de ser unicamente o de transmissor do conhecimento, pois são necessárias outras fontes para completar a informação que possui. 
Neste sentido e tal como já foi referido, o professor tem que alterar o seu papel e converter-se em “gestor de conhecimento” (Moreno, M., 2013). Segundo Fernández (2004) o paradigma que consiste na aula magistral tornou-se obsoleto, visto que o professor já não é o possuidor exclusivo da informação, mas deve desenvolver várias competências: analisar as fontes informativas, conhecer a sua matéria e gerir a informação sobre a mesma, assim como facilitar oportunidades de aprendizagem.
Hernández (2004) refere que o professor deve responder aos objetivos da educação do século XXI e que deve atuar de modo a preparar as novas gerações, a fim de participarem e possuírem uma reflexão crítica no que se refere ao uso e à interpretação que dão às tecnologias.
Hoje em dia os professores não só transmitem conhecimentos, mas também estratégias de aprendizagem, orientam o aluno no processo da pesquisa de informação, questionando-a, compreendendo-a e convertendo-a em conhecimento.
Para adotar este novo papel o docente deve adquirir competências no uso das novas tecnologias. Não é preciso ser um especialista, mas é necessário que possua e receba informações que lhe permitem adquirir competências básicas para a sua aplicação. Deste modo, deve usar as tecnologias ativamente e compreender que a importância da Internet consiste em comunicar com outras pessoas (Zabalza, 2003). 
Portanto é importante que o professor adote uma atitude critica e construtiva, conheça as possibilidades das novas tecnologias, selecione adequadamente, utilize e produza materiais didáticos que promovam a aquisição da aprendizagem significativa, assim como o protagonismo e a responsabilidade dos alunos (Hernández, 2004).

5. A virtualidade nos processos de ensino aprendizagem

A educação atual enfrenta múltiplos desafios. Um deles consiste em dar resposta às profundas mudanças sociais, económicas e culturais que se preveem na sociedade da informação. A Internet e a sociedade em rede causou um enorme interesse em todos os âmbitos da sociedade. A sua utilização com fins educativos é um campo aberto à reflexão e à investigação. Assim, salientam-se certos aspetos da sociedade em rede como recurso tecnológico no processo ensino-aprendizagem aberto, dinâmico e flexível, e descrevem-se ainda algumas caraterísticas dos ambientes virtuais de aprendizagem, cujo objetivo é integrar curricularmente as TICs nos processos ensino aprendizagem.
De acordo com Sierra (2008) a educação em rede é geralmente conhecida como educação virtual, a qual procura implementar, através de aplicações telemáticas a qualidade da comunicação, da formação presencial na educação a distância, mediada pela tecnologia e pela pedagogia. A relação estabelecida entre o tecnológico e o pedagógico configurou diferentes formas de ensino-aprendizagem incorporando novos papeis nos atores educativos, assim como novas dinâmicas nos mesmos. Por isso as aulas virtuais são o modo de integrar os efeitos didáticos das aulas reais em contextos onde não é possível reunir fisicamente os participantes num processo ensino-aprendizagem. É evidente que a modalidade educativa que pode beneficiar mais desta tecnologia é o ensino virtual. Todo este processo carateriza o ensino e a aprendizagem, como uma construção letiva e colaborativa entre os seus atores, com os seus papéis definidos, na modalidade virtual a partir da qual assumem o processo como um aprender a aprender, tudo isto dinamizado pela pedagogia ativa e pelas estratégias didáticas que esta oferece quando se utilizam as TICs na educação.
Perante estas transformações tecnológicas e pedagógicas, a aula virtual é um conceito que agrupa atualmente as possibilidades de ensinar em rede através da Internet. Em princípio uma aula virtual é um conjunto de ensino–aprendizagem baseado num sistema de comunicação mediado pedagogicamente pelas tecnologias, especialmente as relacionadas com a web2.0. Estas inovações permitem gerar atividades conjuntas entre estudantes e professores, convertendo-se em processos de ajuda colaborativa, permitindo, em certa medida, garantir a construção de conhecimento com significado e sentido.
Esta dinâmica entre os conteúdos, os estudantes e os professores ligados em ambientes virtuais de ensino-aprendizagem, mudou a relação dos mesmos relevando-lhes o sentido do processo, o qual se centra atualmente nos estudantes.
Também é certo que as TICs estão a mudar a sociedade e influenciam muito a educação, criando cenários novos e valiosos tanto para o processo de ensino como para o de aprendizagem.
Na atualidade a tecnologia permite recriar o ambiente da aula em forma virtual. Deste modo as aulas virtuais, os campos virtuais convertem-se em metáforas que fazem referência ao ambiente onde se desenvolve o processo educativo.
Para concluir, os ambientes virtuais desvendam possibilidades de inovação para favorecer os processos de ensino-aprendizagem, porém a mera incorporação de ferramentas tecnológicas não garante uma melhoria na qualidade educativa. Esta tensão entre as possibilidades e as limitações são próprias de toda a ação humana e em especial da educativa, por isso pensar na educação virtual pode constar num conjunto de perguntas sobre questões que não têm uma resolução única e final.

6. O Processo de Ensino-Aprendizagem na Sociedade em Rede

Com o avanço da tecnologia surge a necessidade de se aperfeiçoarem as competências que permitam a utilização dos equipamentos tecnológicos. Não se pode afirmar que um indivíduo pertence ao mundo tecnológico, porque o desenvolvimento tecnológico e a manipulação dos seus artefactos são praticamente impraticáveis por qualquer ser humano, embora seja possível a sua utilização por um conjunto de indivíduos onde cada um possui a sua especialidade.
Contudo o desenvolvimento das competências ligadas à tecnologia é um fator importante na globalização das ideias e das experiências acumuladas ao longo dos tempos. Uma vez que se constroem equipamentos com alta capacidade produtiva e com baixo custo operacional, é preciso que exista mão de obra qualificada para operar com os referidos equipamentos.
Urge, portanto que os professores e os alunos adquiram conhecimentos mínimos que lhes permita utilizar os artefactos das TICs. Esta questão não é tão simples quanto parece, pois faltam competências no que se refere à utilização da tecnologia da informação no processo ensino-aprendizagem, sobretudo por parte dos professores.
Como o objetivo deste estudo consiste em verificar qual o papel do professor no processo de ensino-aprendizagem na sociedade me rede, importa conhecer quais as competências que os docentes devem possuir, a fim de saber processar a informação cedida pela sociedade em rede.
Castells (1999) considera que a sociedade vive uma revolução informacional que pode ser comparada aos grandes períodos históricos pela qual já passou. 
Considerando a grande necessidade de conhecimentos tecnológicos do século XXI, é importante refletir sobre as consequências do domínio ou não, de tais conhecimentos no âmbito dos professores. 
Perante o facto de que a presença da tecnologia é já uma realidade em grande parte das escolas portuguesas, é preciso refletir sobre a formação do professor face à utilização desses equipamentos. As mudanças que se verificam no contexto educacional com a introdução de novas tecnologias, permitem a obtenção de mais informações científicas, sobre a utilização da tecnologia na educação, bem como sobre a necessidade de os professores possuírem os conhecimentos indispensáveis para as utilizarem.
O processo ensino-aprendizagem que permitiu até agora aos professores acompanharem os alunos através do conhecimento dos conteúdos. No entanto, começam a fazer-se sentir as consequências da falta de acompanhamento no que se refere à evolução da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem.
A incorporação das novas tecnologias no processo ensino-aprendizagem só tem sentido se contribuir para a melhoria da qualidade do ensino. A simples presença de novas tecnologias na escola não é, por si só, garantia de maior qualidade na educação, pois a aparente modernidade pode mascarar um ensino tradicional baseado na receção e na memorização de informações (Gatti, 1993). Esta ideia é reforçada por Moran (1995) ao referir que a conceção de ensino-aprendizagem se revela na prática da sala de aula e na forma como professores e alunos utilizam os recursos tecnológicos disponíveis. A presença do aparato tecnológico na sala de aula não garante mudanças na forma de ensinar e aprender. A tecnologia deve servir para enriquecer o ambiente educacional, contribuindo para a construção de conhecimentos por meio de uma educação ativa, crítica e criativa por parte de alunos e professores.
Devido à diversidade regional e cultural que Portugal possui, para além das desigualdades sociais e económicas, não é possível pensar num modelo único para a incorporação dos recursos tecnológicos na educação. Urge elaborar propostas que tenham em consideração os interesses e as necessidades das várias regiões e comunidades em que se encontram inseridas as escolas, de acordo com o contexto social e económico de cada uma.
Se a escola for entendida como um local de construção de conhecimento e de socialização do saber, como um ambiente de discussão, troca de experiências e de elaboração de uma nova sociedade, é fundamental que a utilização dos recursos seja discutida e elaborada conjuntamente com a comunidade escolar. Em diversos países uma parte das experiências feitas através da aplicação das tecnologias informacionais na escola estão apoiadas numa conceção tradicional de ensino-aprendizagem. Este facto deve alertar para a importância da reflexão sobre, qual é a educação que se quer oferecer aos alunos, para que a incorporação da tecnologia não seja o antigo disfarçado de moderno.
Verifica-se assim que os meios eletrónicos de comunicação oferecem amplas possibilidades para proporcionarem a transmissão e memorização de informações. A título de exemplo, a correta utilização do computador permite novas formas de trabalho, possibilitando a criação de ambientes de aprendizagem em que os alunos possam pesquisar, fazer simulações, confirmar ideias prévias, experimentar, criar soluções e construir novas formas de representação mental, entre outras. Além disso, permite a interação com outros indivíduos e comunidades, utilizando os sistemas interativos de comunicação, como seja a sociedade em rede.

Conclusões 

No que se refere à utilização de novas tecnologias no contexto educacional, verifica-se que o professor se encontra inserido num emaranhado de conexões cujo centro é móvel, pois a mudança é frequente, esperada e, por vezes, singular. Não há uma tecnologia específica a ser utilizada, nem uma forma única de aplicação dos recursos tecnológicos, mas um leque de oportunidades educativas que as diferentes tecnologias revelam, cabendo ao professor adequá-las às necessidades e especificidades da escola e do aluno com quem interage.
Entretanto, para que tais adaptações se possam concretizar, é necessário que o professor domine de certo modo as possíveis aplicações da tecnologia na educação.
É ainda importante que os professores estejam preparados para interagir com as novas tecnologias no ambiente de trabalho, estimular e facilitar a difusão da informática educacional, procurar subsídios para a elaboração de projetos pedagógicos, de acordo com a disciplina e o nível escolar dos alunos, proporcionar condições que permitam aperfeiçoar o uso da informática no processo de ensino-aprendizagem de todos os alunos, inclusive dos que apresentam deficiências, assim como avaliar as possibilidades de utilização de softwares nos projetos e atividades pedagógicas.
Certamente, o professor deve aprender também a utilizar as ferramentas básicas de Informática tais como: processador de textos; editor de desenhos; banco de dados; multimédia e Internet, permitindo o desenvolvimento de competências para o enriquecimento da prática pedagógica. Assim, para que se possam vislumbrar possibilidades de sucesso na utilização de novas tecnologias na educação, é necessário considerar os professores não apenas como executores de um projeto já definido pela informatização da escola, nem como responsáveis pela utilização dos computadores e consumidores dos materiais e programas escolhidos pelos idealizadores do projeto, mas como parceiros na conceção de todo o trabalho.
A formação do professor deve prover condições para que o próprio construa conhecimento sobre as técnicas computacionais, entenda o porquê e como integrar o computador na sua prática pedagógica e seja capaz de superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica. Finalmente, devem ser criadas condições para que o professor saiba re-contextualizar tanto a aprendizagem como as experiências vividas durante a sua formação para a realidade da sala de aula, compatibilizando as necessidades dos seus alunos e os objetivos pedagógicos que se propõe atingir.
Assim, cabe ao docente informar-se, adaptar-se e adequar-se às novas tecnologias de informação/formação que se apresentam, pois, a sociedade do conhecimento requer um novo perfil de profissional.
Pode-se portanto constatar que tanto a Internet como as tecnologias digitais fizeram emergir um novo paradigma social, descrito por alguns autores, como sociedade da informação ou sociedade em rede alicerçada no poder da informação (Castells, 2003), sociedade do conhecimento (Hargreaves, 2003b) ou sociedade da aprendizagem (Pozo, 2004). Um mundo onde o fluxo de informações é intenso, em permanente mudança, e “onde o conhecimento é um recurso flexível, fluido, sempre em expansão e em mudança” (Hargreaves, 2003b: 33). Um mundo sem território, onde não existem barreiras nem de tempo, nem de espaço, facilitador e promotor da comunicação entre as pessoas. Uma nova era que oferece múltiplas possibilidades de aprender e em que o espaço físico da escola, tão importante noutras décadas, neste novo paradigma, deixa de ser o local exclusivo para a construção do conhecimento e preparação do cidadão para a vida ativa. 
O desafio imposto à escola e aos professores por esta nova sociedade em rede é imenso, sendo-lhes exigido prioritariamente que promovam nos estudantes o desenvolvimento de competências para participarem e interagirem num mundo global, altamente competitivo que valoriza o individuo flexível, criativo, capaz de encontrar soluções inovadoras para os problemas do futuro, assim como a capacidade de compreenderem que a aprendizagem é um processo dinâmico que deve acontecer ao longo de toda a vida.

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